A Polícia Federal apresentou ao governo federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano preliminar de segurança para as eleições presidenciais de 2026 que prevê reforço bilionário na estrutura de proteção aos candidatos.
O projeto estima a mobilização de 458 agentes federais exclusivamente para a segurança dos presidenciáveis e solicita R$ 200 milhões adicionais para investimentos em equipamentos e tecnologias. Entre as aquisições previstas estão veículos blindados, sistemas de monitoramento e até um mecanismo antidrone, voltado à neutralização de ameaças aéreas durante agendas públicas.
O valor representa um salto significativo em relação a 2022, quando mais de 300 policiais foram destacados para a proteção dos candidatos, entre equipes fixas e agentes de unidades especializadas que atuavam conforme o nível de risco em cada estado.
De acordo com o planejamento, o número de agentes destinados a cada campanha será definido com base em análises de risco individuais. A proposta é considerada “robusta” por integrantes do governo e leva em conta o aumento de episódios de violência política — física e virtual — registrados no Brasil e no exterior nos últimos anos.
Entre os principais gastos estão a compra e distribuição de viaturas blindadas para todas as superintendências regionais da PF. Os veículos funcionarão como “carros VIP” durante deslocamentos dos candidatos sob proteção federal.
O plano ainda está em fase preliminar e depende de aval orçamentário, mas já acende o debate sobre o custo da segurança eleitoral em um cenário de maior tensão política e ameaças contra autoridades.


