A Polícia Federal (PF) segue avançando nas investigações sobre o caso do Banco Master e, segundo o jornal Folha de S. Paulo, já há indícios de que as fraudes em apuração tenham conexões com figuras políticas e autoridades com foro privilegiado.
Provas coletadas na Operação Compliance Zero, que teve como alvo inicial o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, indicam referências a lideranças partidárias do Congresso Nacional, o que pode levar parte da apuração ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o Folha de S. Paulo, os investigadores encontraram “vários achados” com menções a autoridades durante a análise de documentos, celulares e computadores apreendidos após a prisão de Vorcaro, que teve os sigilos bancário e telefônico quebrados por decisão judicial.
Embora essas referências não estejam diretamente ligadas à fraude envolvendo carteiras de crédito consignado e à tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB), elas abriram novas frentes de investigação.
Nesta semana, o ministro do STF Dias Toffoli deve avaliar a possibilidade de remeter parte das investigações à primeira instância após a conclusão dos inquéritos. Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a medida busca evitar nulidades processuais relacionadas ao foro por prerrogativa de função e garantir o devido processo legal. Toffoli também determinou a suspensão do sigilo de depoimentos ligados à suposta fraude envolvendo o Master e o BRB.
Análise de especialistas
Enquanto o caso avança no Judiciário, O Convergente ouviu especialistas que avaliam que o escândalo tende a resvalar no meio político e pode gerar impactos no cenário eleitoral. Para o cientista político Helso Ribeiro e o especialista em Marketing Político Lucas Pimenta, a amplitude das investigações e o envolvimento de nomes influentes aumentam o potencial de desgaste institucional e político, especialmente às vésperas do ciclo eleitoral.
A análise completa está disponível em:
Caso Banco Master pode influenciar as eleições de 2026? Entenda
Projeção política
Vorcaro ganhou projeção política na capital federal ao construir uma rede de aliados no Congresso e promover encontros frequentes em uma mansão no Distrito Federal, o que agora desperta atenção da apuração.
Fases da operação
As irregularidades identificadas sustentaram a autorização da Justiça Federal, em Brasília, para a deflagração da primeira fase da operação, em 18 de novembro, data em que o Banco Master foi liquidado.
A segunda fase da Compliance Zero também apura o uso de fundos de investimento administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master por meio da venda de CDBs. Todo o material reunido será analisado para verificar eventual participação de autoridades nos esquemas investigados.
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