Com a aproximação das eleições de 2026, cresce a preocupação das autoridades eleitorais com o uso de inteligência artificial e das redes sociais como ferramentas para disseminação de desinformação durante o processo eleitoral.
Desde 2025, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem adotando medidas preventivas para mapear riscos e revisar a legislação vigente, em resposta à rápida evolução das tecnologias de geração de conteúdo e à ampla circulação de notícias falsas no ambiente digital.
À frente do tribunal, a ministra Cármen Lúcia criou, em junho do ano passado, um grupo de trabalho específico voltado ao tema. A iniciativa busca reunir estudos e propostas que sirvam de base para as resoluções que irão orientar as regras do pleito de 2026.
O debate se intensificou após a circulação, ao longo de 2025, de vídeos hiper-realistas produzidos por inteligência artificial, o que acendeu o alerta sobre o risco de um possível “caos informacional” no período eleitoral.
Nas eleições municipais de 2024, o TSE deu os primeiros passos na regulamentação do uso de IA em campanhas políticas. Na ocasião, a Corte vetou a utilização de deepfakes e estabeleceu limites para o emprego de robôs no contato com eleitores.
As normas também passaram a distinguir conteúdos artificiais permitidos — desde que devidamente identificados — de práticas consideradas ilegais, como a manipulação de imagens, áudios ou vozes com o objetivo de beneficiar ou prejudicar candidatos.
*Com informações da CNN
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