O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (5) ser inocente das acusações feitas pela Justiça dos Estados Unidos e declarou que está sendo mantido como “prisioneiro de guerra” pela administração do presidente Donald Trump.
Durante a primeira audiência realizada em um tribunal de Nova York, Maduro negou todas as acusações e reafirmou que continua sendo o presidente legítimo do país. “Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente”, disse ao juiz.
Detido por forças norte-americanas no sábado (3), em Caracas, Maduro se declarou inocente dos quatro crimes que lhe são imputados: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para posse desses armamentos.
A sessão teve caráter formal e serviu para a leitura oficial das acusações. O líder venezuelano participou da audiência algemado pelos tornozelos e utilizando fones de ouvido para acompanhar a tradução.
Ao final do procedimento, o magistrado responsável pelo caso agendou uma nova audiência para o dia 17 de março, quando Maduro e a esposa, Cilia Flores, deverão prestar depoimento.
Maduro e Cilia Flores foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos na capital venezuelana e, desde então, estão custodiados no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.
*Com informações do G1
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