CMM repercute investigação do MP sobre Asfalta Manaus: “Maior escândalo da gestão”

Nesta segunda-feira (5), os vereadores também comentaram sobre o concurso público da CMM

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Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) retornaram às atividades de plenário, nesta segunda-feira (5), após o feriado prolongado. No pequeno expediente, os parlamentares debateram diversos assuntos, entre eles, o atropelamento de um corredor, o concurso público da CMM e a investigação do Asfalta Manaus.

Sobre a apuração do Ministério Público do Amazonas (MPAM) em supostas irregularidades do programa Asfalta Manaus, o assunto foi iniciado pelo vereador Coronel Rosses (PL).

“O que temos hoje em mãos talvez seja o maior escândalo da atual gestão da Prefeitura de Manaus, maior até que Caribe 1 e 2. […] Enquanto essa Casa tenta cumprir sua missão constitucional de fiscalizar o que está acontecendo, infelizmente somos impedidos de aprovar um simples requerimento de informação, por isso temos que recorrer à rede social, ao Tribunal de Contas”, disse.

O parlamentar ainda sinalizou uma possibilidade de sugerir que os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizem uma CPI para investigar o que foi feito com o dinheiro do Governo do Amazonas investido no programa da Prefeitura de Manaus.

“Wilson Lima mandou dinheiro para a Prefeitura, então temos aqui uma brecha para aquele Plano B que queríamos na CPI. […] Hoje os deputados podem abrir uma CPI na Assembleia Legislativa, como não conseguimos abrir uma CPI aqui”, afirmou.

Na opinião do vereador Capitão Carpê (PL), a Prefeitura de Manaus prometeu asfaltar 10 mil ruas, no entanto, de acordo com ele, a gestão só tem enganado a população.

“Foi o programa de asfalto que teve mais de R$ 1 bilhão de dinheiro da população. […] Não entregou o serviço que prometeu para a população, ou seja, a Prefeitura de Manaus só mente, só engana a população”, avaliou.

Corredor atropelado

No feriado do dia 1º de maio, um corredor de 26 anos, identificado como Emanuel da Costa, foi atropelado por um motorista bêbado, durante a participação de uma corrida.

Com a repercussão do caso, os vereadores usaram os primeiros minutos da sessão plenária para pedir das autoridades uma maior fiscalização de trânsito para evitar acidentes como esses.

“Não podemos tratar com frouxidão quem comete esse tipo de crime. Esse tipo de crime não cabe uma resposta em liberdade […] São acidentes e acidentes que acontecem todos os dias na nossa cidade […]”, disse o vereador João Paulo Janjão (Agir).

“Não é a primeira vez! Gostaríamos de pedir às autoridades, principalmente em dias de corrida, para fazerem blitz contra essas pessoas que insistem em dirigir embriagados para colocar a vida das pessoas em risco”, comentou o vereador Jaildo Oliveira (PV).

Ex-diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o vereador Rodrigo Sá (PP) ressaltou a importância de debater sobre o assunto e de cobrar uma maior punição para quem praticar tais crimes.

“Estamos no mês de alusão às mortes de trânsito em todo o mundo […]. Precisamos debater esse assunto com muita responsabilidade, mas com muita intensidade na cobrança da população daquelas pessoas que insistem em dirigir embriagadas”, pontuou.

Concurso da CMM

O concurso público da Câmara também foi comentado durante a sessão plenária. Em março, a CMM informou que anularia o concurso por recomendação do MPAM.

Nesta segunda-feira, o assunto repercutiu após a CMM emitir uma nota negando a divulgação de uma sindicância sobre o concurso.

“Se a Câmara está precisando de funcionários efetivos, que eu acredito que sim, que faça um novo concurso ou que retome, se não teve nenhuma irregularidade”, opinou o vereador Zé Ricardo (PT).

Na tribuna, o vereador Rodrigo Guedes (PP) criticou a decisão da Casa em anular o concurso público e afirmou que a decisão gera impacto negativo na vida da população.

“Isso não é motivo de anulação de certame público, isso se diz respeito à vida da população que prestou concurso público. A Câmara não pode se comportar como se fosse uma instituição qualquer, como se fosse uma instituição menor ainda […]. Não pode se cancelar um concurso por suspeitar que aconteceu alguma coisa errada, deve ter prova incontestável”, avaliou.

Outro lado

Com a repercussão na CMM sobre a investigação do MPAM em relação a supostas irregularidades no Asfalta Manaus, O Convergente entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para que a mesma se posicionasse sobre os comentários dos vereadores e aguarda retorno.

Ressaltamos que o espaço segue em aberto para envio de futuras notas.

Leia mais: No Dia do Trabalho, presidente David Reis destaca força do servidor da CMM

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