28.3 C
Manaus
quarta-feira, fevereiro 26, 2025

Debate Político: Rafael Barbosa defende reajuste no orçamento e fala sobre concurso público da DPE-AM

O defensor geral do Amazonas foi o entrevistado dessa terça-feira (25) da nova temporada do Debate Político

Por

O programa Debate Político, do O Convergente, da terceira temporada foi ao ar nessa terça-feira (25), e recebeu o defensor geral do Estado, Rafael Barbosa, em uma entrevista mediada pela apresentadora Letícia Barbosa. O programa é exibido todas as terças-feiras, às 20h30, com transmissão pelo canal 8.2 da TV aberta e pelo youtube da Rede Onda Digital.

No início do programa, o defensor geral da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) comentou sobre algumas ações que foram realizadas durante seu mandato nos últimos meses.

“De 2023 para 2024, nós começamos a fazer as nomeações desses polos, enxugamos nossos custos e nomeamos mais 12 defensores. Tivemos 1 nomeação em 2023, mas vários polos construídos, o Ricardo investiu na estrutura, eu entrei para nomear esses colegas”, disse.

Concurso Público

Conforme já havia noticiado O Convergente, a DPE-AM prepara um edital de concurso público para os próximos meses. De acordo com o defensor geral, serão 79 vagas de defensores públicos para serem preenchidas.

“Temos espaço para todo mundo, são 79 vagas abertas porque falta orçamento, mas vamos continuar lutando. Até porque o governador já sinalizou para mim que é interesse dele ter a Defensoria no interior”, alegou.

De acordo com Rafael Barbosa, o anúncio do concurso publicou movimentou dois públicos: os concurseiros e os já aprovados em certames anteriores.

“Isso movimentou dois tipos de público: o primeiro público interessado em fazer concurso – e eu quero convidar os amazonenses para que estudem, se preparem – […], e dos aprovados do concurso anterior, porque ficaram com medo já que não foram nomeados ainda e já estão anunciando concurso novo”, pontuou.

Ainda segundo o defensor geral, a nomeação dos 79 aprovados no futuro concurso público da DPE-AM vai otimizar o atendimento da população que, em alguma defensorias, chega a esperar três meses por atendimentos.

“Para público que é o assistido, isso acaba resultando numa diminuição desse espaço para ele ser atendido […]. Temos um processo que aconteceu no passado que é de represamento, então tem algumas defensorias especializadas que você só consegue atendimento daqui a praticamente três meses. Para o assistido, aguardar três meses para ser atendido é muito ruim. Então, talvez, com a nomeação desses 79 defensores, a gente consiga otimizar esse atendimento e reduzir para um período mais curto”, comentou.

Orçamento

Outro ponto que foi debatido durante o programa foi sobre o orçamento da Defensoria Pública. Conforme noticiou O Convergente, esse assunto vem sendo repercutido, uma vez que os defensores alegam que o baixo orçamento pode impactar no atendimento à população.

“A Defensoria, se continuar do jeito que está hoje, ela vive com o orçamento que ela tem. Não há nenhum problema orçamentário hoje, ela não vai quebrar se não tiver um centavo a menos em 2026, porque a gente comporta a nossa estrutura […]. Não estamos brigando orçamento para isso, mas é muito comum ver político falando sobre não ter defensoria no interior, mas como quer que tenha defensoria no interior se o orçamento que temos hoje nós já esgotamos o que temos atualmente?”, questionou.

O defensor geral do Estado destacou que a defensoria não briga para sobreviver, mas sim para crescer. Segundo ele, a Defensoria Pública deve atuar ao lado do Judiciário e do Ministério Público, no entanto, é a instituição que recebe o menor valor entre as três.

“Não estamos brigando para sobreviver, estamos brigando para crescer! A população precisa do nosso serviço, porque se não precisasse nós não estaríamos na Constituição. Precisa do Judiciário e do Ministério Público? Obviamente! E eles têm um orçamento infinitamente maior do que o da Defensoria, pode não ser o ideal para o Amazonas, mas a Defensoria tem que estar lá ao lado do MP e do Judiciário, principalmente no interior”, destacou.

De acordo com ele, o orçamento ideal para a defensoria atuar seria de 2,5%. Segundo ele, em 2024, a Defensoria Pública atuou somente com 1,6% da receita líquida do orçamento do Amazonas.

“Ninguém quer que a Defensoria esteja hoje com o orçamento ideal […]. Hoje, acho que 2.5% seria o ideal para gente continuar crescendo. Se alguma vez na história a Defensoria tiver isso, ela vai estar forte e plena no interior do Estado e transformar a vida dos amazonenses”, disse.

Confira o programa na íntegra:

Leia mais: Debate Político: Capitão Carpê opina sobre ‘nomeações polêmicas’ do prefeito e revela projetos do PL-AM para 2026

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -