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sexta-feira, junho 28, 2024

Após Milei alegar que não faria negócio com Lula, Argentina recorre ao Brasil para conter escassez de gás natural

A Argentina enfrenta temperaturas baixas nas últimas semanas, o que sobrecarregou a indústria do gás no país

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A Petrobras confirmou a venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) para o governo argentino. A Energia Argentina Sociedad Anonima (Enarsa), estatal que explora o petróleo e o gás natural, recorreu à compra emergencial da petrolífera brasileira para contornar uma crise no abastecimento em razão do aumento da demanda no mercado nacional, que afeta mais de 300 indústrias e postos de combustíveis. O país enfrenta temperaturas baixas nas últimas semanas.

O ‘socorro’ do Brasil ao vizinho ocorre mesmo sem que o presidente argentino Javier Milei e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tenham trocado diálogo. Durante a campanha eleitoral, Milei afirmou que não faria negócios com o Brasil, isso porque o argentino é de extrema-direita e foi apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação da alta cúpula do governo brasileiro, o episódio mostra que há maturidade de ambos os presidentes nas relações econômico-comerciais entre os dois principais do Mercosul e as instâncias técnicas continuam operando normalmente.

O navio com o carregamento chegou na terça-feira (28) no terminal argentino. Em razão de um problema de pagamento, o descarregamento do gás acabou sendo atrasado. Nesta quarta-feira, o Banco de la Nación Argentina (BNA) emitiu carta crédito e a operação foi feita imediatamente. A companhia argentina informou que a situação já está normalizada.

O governo argentino informou, em nota, que, com o carregamento de 44 milhões de metros cúbicos de gás natural da Petrobras, estima-se a normalização do abastecimento de indústrias, postos de GNV e termelétricas. De acordo com as autoridades locais, o consumo passou de 44 milhões de m3 para 77 milhões de m3 por causa da queda de temperatura no mês de maio.

O acordo entre a Petrobras e a Enarsa foi assinado no mês passado, com duração de três anos, e prevê intercâmbio de informações, a avaliação de alternativas para cooperação e complementariedade energética entre as duas empresas, “além da coordenação de ações para maior garantia de fornecimento de gás natural para a Argentina durante o inverno, período de maior demanda naquele país, sem qualquer impacto para o abastecimento de gás no Brasil nem custo financeiro adicional para a Petrobras”.

*Com informações da Agência Brasil

Leia mais: Sindicato alega censura após Milei decretar retirada de sites, rádios e TVs públicas na Argentina

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