28.3 C
Manaus
domingo, setembro 20, 2026
Início Destaques Vereadores da base da prefeitura alegam que judiciário foi induzido ao erro...

Vereadores da base da prefeitura alegam que judiciário foi induzido ao erro sobre suspensão da votação do empréstimo de R$ 580 milhões

Para os vereadores, a oposição induziu o judiciário ao erro, uma vez que o projeto não tramitou na Casa

0
938

À imprensa, os vereadores da base aliada à gestão municipal na Câmara Municipal de Manaus (CMM) se manifestou sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que suspendeu a votação do PL que concedia o empréstimo de R$ 580 milhões para a Prefeitura de Manaus. Para os vereadores, a oposição induziu o judiciário ao erro, uma vez que o projeto não tramitou na Casa.

Conforme noticiou O Convergente, a suspensão da votação ocorreu após uma determinação do TJAM, durante o plantão do último sábado (13), após uma ação da oposição. Conforme apontou o desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, caso o PL entrasse em votação nesta segunda-feira, poderia “ser aprovado com vícios em seu processo legislativo”.

Ao falar com a imprensa, o líder do prefeito na CMM, o vereador Eduardo Alfaia (Avante), apontou que o judiciário foi induzido ao erro pela oposição, uma vez que o PL não foi discutido entre os vereadores da Casa.

“Quando ele faz oposição a essa matéria, quando ele busca pela via judicial a suspensão da discussão dessa matéria, nem discutimos essa matéria, não chegamos a apreciar. O judiciário foi induzido ao erro”, disse.

Ainda de acordo com ele, a oposição tenta criar uma briga com o prefeito David Almeida (Avante). “O que entendemos é que o vereador de oposição quando faz isso, ele está apenas tentando criar uma briga pequena com o prefeito e nesse meio ele causa prejuízo e dano a população”, pontuou.

O vereador Gilmar Nascimento (Avante) também falou sobre a decisão que suspendeu a votação do empréstimo na CMM. De acordo com ele, houve uma violação à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), bem como do regimento interno da Casa.

“Vejo que as informações que foram passadas ao desembargador, elas não condizem com a realidade. A pauta está trancada e eu vejo que é uma violação à LOMAN e ao regimento interno porque o projeto nem tramitou e quando você leva essa informação para o TJ, dizendo que o projeto tem vício, o projeto nem iniciou na Casa, só fez chegar no presidente e ele colocou no sistema, mas não deliberou”, afirmou.
Recurso negado

Além da manifestação dos vereadores, o prefeito David Almeida (Avante) sofreu uma nova derrota na Justiça ao tentar conseguir superar o entrave do empréstimo de R$ 580 milhões. Na tentativa de conseguir a aprovação do projeto, o prefeito entrou com um recurso no judiciário, que foi negado nessa segunda-feira (15).

No recurso, a gestão de David Almeida alegou que a suspensão “possui enorme potencial danoso” e que “afetará diretamente o ente público e a coletividade, gerando dano grave ou de difícil reparação, na medida em que as políticas públicas no âmbito municipal dependem de recursos financeiros repassados por outros entes federativos e instituições financeiras”.

O documento que rejeitou o recurso foi assinado pela presidente do TJAM, desembargadora Nélia Caminha Jorge. A Prefeitura de Manaus acionou o TJAM por meio de agravo interno cível, porém, o mesmo não foi considerado urgente pela presidente do Tribunal, que recusou a ação.

Leia mais: Em nova tentativa, Justiça rejeita recurso de David Almeida para votação do empréstimo de R$ 580 milhões

___
Por Camila Duarte

Ilustração: Marcus Reis

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui