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sexta-feira, abril 4, 2025

Secretário da Otan diz que rebelião de mercenários russos é prova de que invasão da Ucrânia foi um erro da Rússia

Stoltenberg considera que os eventos do fim de semana mostram que a invasão da Ucrânia foi um erro.

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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirma que não há evidências de que a Rússia esteja se preparando para uma escalada nuclear. Stoltenberg considera que a invasão da Ucrânia foi um erro pois os eventos do fim de semana mostram isso.

 

Grupo Wagner

Nesta segunda-feira (26), o núcleo central do presidente russo, Vladimir Putin, está intensificando os esforços para restabelecer a calma após a rebelião do Grupo Wagner. Em suma, as ausências no trabalho estão sendo aprovadas pelas autoridades russas pois Putin está se mantendo reservado por enquanto. O paradeiro de Yevgeny Prigozhin, o chefe dos mercenários, é incerto.

Prigozhin teria deixado a Rússia no final de sábado (24) e buscado refúgio político na Bielorrússia, cujo regime, liderado por Alexander Lukachenko, atuou como mediador entre o líder do Grupo Wagner e o Kremlin. No entanto, não há confirmação de seu paradeiro e circulam outras hipóteses, incluindo uma fuga para a África.

Quanto ao destino dos mercenários que avançaram pelo território russo no sábado, o Kremlin estaria disposto a poupar-lhes consequências políticas ou jurídicas. Trata-se de aproximadamente 25 mil soldados que agora podem assinar contratos com o Ministério da Defesa. Outro cenário é que partam da Rússia e lutem por outras forças em teatros de conflito estrangeiros.

Na noite de sábado, menos de 24 horas após a progressão em solo russo a partir da Ucrânia, os homens de Prigozhin pararam a 200 quilômetros de Moscou. O líder do Grupo Wagner afirmou então que desejava evitar um “banho de sangue” na capital e suas forças recuaram, abandonando também a cidade de Rostov, no sul do país.

Contudo as estruturas de poder de Putin estão agora tentando transmitir uma imagem de solidez e normalidade. O “regime de operações antiterroristas” implementado no sábado na região de Moscou já foi suspenso, anunciou o prefeito da capital russa.

A agência RIA informou hoje que o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, um dos alvos da fúria de Prigozhin, visitou tropas envolvidas na ocupação da Ucrânia. No entanto, ainda não houve pronunciamento do presidente russo após os eventos do fim de semana.

Em uma entrevista à televisão pública russa, que teria sido gravada antes da rebelião, Vladimir Putin expressa confiança no progresso da guerra. Ele acredita no cumprimento de todos os objetivos, tanto bélicos quanto econômicos.

 

Estados Unidos

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, prevê meses de instabilidade na Federação Russa. Segundo ele, a rebelião desafiou diretamente a autoridade de Putin, levantando questões reais e expondo fissuras.

“Vimos mais fissuras na fachada russa. É muito cedo para dizer exatamente o que vai acontecer, mas certamente haverá todo tipo de novas questões que Putin terá de abordar nas próximas semanas e meses”, afirmou o chefe da diplomacia dos EUA, acrescentando que é “muito cedo” para perceber o impacto desse episódio na Rússia ou na guerra na Ucrânia.

 

Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discutiu os acontecimentos na Rússia em telefonemas separados com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Ambos reiteraram o compromisso com o apoio à Ucrânia.

“O mundo deve colocar pressão sobre a Rússia até que a ordem internacional seja restaurada”, escreveu Zelensky no Twitter.

Leia mais: Líder de mercenários russos se rebela contra ministro da defesa e diz que avança na Ucrânia contra militares russos.

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Edição: Hector Santana, com informações das Agências RTP e RIA

Foto: Kenzo Tribuillard/AFP

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