No sábado (11), a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta à população de um alto volume de chuvas, alegando que a previsão de precipitação era superior a 100 mm ao longo do domingo, onde o volume de chuvas poderia gerar alagamentos, inundações, enxurradas ou desbarrancamentos.
A área do deslizamento é um local que se trata de uma ocupação, que cresceu o número da população residente nesse local. Segundo informações e relatos, boa parte dos moradores são venezuelanos.
Moradores e sobreviventes relatam o momento do deslizamento “A maioria das pessoas estavam fora de casa, quando começou o barulho, as pessoas começaram a gritar e começamos a correr, tipo se afastando do local”, afirmou morador
Para o ambientalista Carlos Durigan, os alertas são importantes instrumentos para serem usados em momentos críticos como o que vivemos ontem. “No entanto, não são suficientes, ainda mais se considerarmos que já sofremos com mudanças climáticas que geram momentos extremos, tanto de chuvas quanto de secas”.
Durigan ressalta, ainda, que é necessário que seja feito um novo ordenamento territorial no espaço urbano de Manaus, ou seja, avaliar as moradias, se estão em espaços de riscos. “Já existem indicadores no próprio Plano Diretor do Município, que dão diretrizes por exemplo à não ocupação humana das áreas de proteção permanente, que são aquelas sujeitas a inundações ou deslizamentos”, afirmou o especialista.
Entre as diversas questões que surgem estão: Será que podíamos evitar essa tragédia? Isso ocorre rotineiramente em período sazonal, qual seria a opção mais viável para essas famílias que vivem em locais de riscos?
O especialista destaca “Daí que as gestões públicas tanto do estado, quanto do município, precisam assumir o desafio de ordenarem a ocupação do espaço urbano de Manaus, uma vez que momentos de extremos climáticos deverão ser cada vez mais frequentes”.
Entre os diversos comentários nas redes sociais, a maioria foi sobre as possíveis precauções. “Os governadores e prefeitos não prestaram a devida atenção as invasões que estavam acontecendo e eis o resultado”, “isso mesmo senhor prefeito queremos solução, que o senhor possa retirar as famílias que já estão no cadastro de espera pois estamos correndo riscos, espero que quando vier a próxima chuva não precise morrer pessoas pra ser resolvido”, publicou uma internauta.
Vítimas desabrigadas
As famílias atingidas pelo deslizamento de terra no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus, estão abrigadas na Escola Municipal Helena Augusta Walcott, localizada na Avenida Itaúba, próximo ao local da tragédia, onde estão recebendo auxílio do poder público.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc) cadastrou, até o final da manhã desta segunda-feira (13), 76 famílias que devem receber cestas básicas, colchões e auxílio aluguel.
Entidades sociais também estão enviando itens e arrecadando doações para ajudar as vítimas. Saiba como ajudar:
O que doar?
Alimentos não perecíveis, água, produtos de higiene, produtos de limpeza, roupas e calçados em bom estado.
Contatos:
Defesa Civil: 0800 28 25 070 e 2334-9981
Corpo de Bombeiro: 193
Por: Kalinka Vallença com colaboração do Ambientalista Carlos Durigan
Foto: Divulgação