Durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, nessa sexta-feira, 26/8, a senadora e Candidata à Presidência da República, Simone Tebet(MDB), disse que precisou vencer uma “maratona” para se manter como um dos nomes da chamada terceira via na disputa ao Palácio do Planalto e falou sobre a polarização política e ideológica existente no país hoje. O que, na opinião dela “leva o Brasil ao abismo”.
Na entrevista, a senadora afirmou que uma ala do MDB tentou “puxar o seu tapete” na disputa ao Planalto, mas ressaltou que o MDB é “maior do que seis caciques”.
“Tentaram levar o partido para (ex-presidente) Lula, judicializaram minha candidatura e foi rejeitada ação”, afirmou. “O MDB é um partido ético. Essa meia dúzia que esteve envolvida no petrolão do PT não está conosco”, completou.
A emedebista reservou a maior parte dos primeiro minutos da entrevista para fazer críticas às gestões do ex-presidente Lula (PT) e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu sou a candidata de muitas pessoas que não querem voltar ao passado e não querem permanecer no presente”, disse. “Estamos diante de uma polarização política e ideológica que está levando o Brasil ao abismo”, pontuou a candidata.
Simone Tebet defendeu ainda o fortalecimento de mecanismos de transparência e fiscalização para o combate à corrupção. “Vamos estar investindo na independência no Ministério Público. No meu governo, vai haver transparência absoluta. Temos que deixar de lado esse presidencialismo de coalizão, que é de cooptação, que aconteceu no mensalão”, disse.
Durante a sabatina, a senadora prometeu, se eleita, indicar o mesmo número de homens e mulheres em seu ministério. Ela foi questionada sobre como pretende cumprir a medida, uma vez que o próprio partido, o MDB, indicou 66% das candidaturas de homens para a disputa deste ano. “Não é só do meu partido. São de todos os partidos. Eles só cumprem a cota”, disse.
Orçamento secreto – Sobre o assunto, a senadora afirmou que pretende combater a prática do orçamento secreto “abrindo as contas dos ministérios”.
“Não é com diálogo apenas. Uma portaria para que todos os ministros abram as contas dos seus ministérios. A partir do momento que a gente abre essas contas, a gente coloca os órgãos de fiscalização e controle e o orçamento secreto acaba rapidinho”, disse.
A senadora foi à última convidada da série de entrevistas que recebeu os principais presidenciáveis ao longo da semana, marcada pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Foram sabatinados o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).
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Da Redação com informações do Terra
Foto: Reprodução/ TV Globo