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quinta-feira, abril 3, 2025

Zé Ricardo afirma que Paulo Guedes usa inflação para atacar Zona Franca

O parlamentar criticou a proposta de Guedes em reduzir em 10% o Imposto de Importação (II) usado pelo Mercosul no comércio com outros países. A mudança, prevista para 2022, na visão do parlamentar ataca, mais uma vez, a Zona Franca de Manaus (ZFM), ao promover ainda mais a abertura de mercado, tornando o produto importado mais competitivo frente ao nacional

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A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de conter a alta da inflação reduzindo em 10% o Imposto de Importação (II) usado pelo Mercosul no comércio com outros países, principalmente de produtos e insumos vindos do exterior, foi duramente criticada pelo deputado federal Zé Ricardo (PT). A mudança, prevista para 2022, na visão do parlamentar ataca, mais uma vez, a Zona Franca de Manaus (ZFM), ao promover ainda mais a abertura de mercado, tornando o produto importado mais competitivo frente ao nacional.

O que segundo ele vai gerar mais desemprego, aumentando a crise e a fome no país e no Amazonas.“Essa medida não ataca o problema principal. Sendo concretizada, irá atingir todos os segmentos da indústria nacional. Vamos ter uma série de consequências, agravando ainda mais a economia do país e do Amazonas. Primeiro, será a geração de empregos em outros países e depois a desindustrialização, quando se deveria apoiar neste momento as grandes, médias e pequenas e micro empresas brasileiras. Mas o Governo quer fazer o contrário, aumentando a dependência de importações. Para o Amazonas, a situação é dramática, podendo gerar muito mais desemprego. Algumas empresas da ZFM já paralisaram as suas atividades, por conta das indefinições do atual Governo”, declarou Zé Ricardo.

Para ele, é preciso  mudar a política de preços dolarizados da Petrobras, que atinge diretamente as indústrias brasileiras, com aumentos descontrolados da gasolina, do gás de cozinha, dos combustíveis de um modo geral. “Isso também tem influência na cadeia produtiva, afetando as indústrias. Como também o aumento quase que mensal da energia, resultado da privatização, e que também acarreta em mais custos e despesas para os setores industrial e comercial”.

O deputado disse ainda não entender como um governo cria empregos no exterior, quando no país existem mais de 14 milhões de pessoas desempregadas, precisando trabalhar. “É aqui que precisamos de emprego. Vamos continuar defendendo a Zona Franca e os empregos no país e no nosso Estado.  Por isso, o povo vai às ruas no próximo dia 2/10, dizer não a esse Governo. Fora, Bolsonaro”, criticou.

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Da Redação com informações da assessoria

Fotos: Divulgação

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