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sexta-feira, abril 4, 2025

Ministério Público do Rio de Janeiro pede prisão preventiva da ex-deputada Flordelis

A ex-deputada teve seu mandato cassado pela câmara dos deputados na última quarta-feira, 11/8. Flordelis é acusada pelo órgão ministerial de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019

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O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão preventiva da ex-deputada federal, Flordelis (PSD) nesta sexta, 13/8. A medida ocorreu dois dias após a Câmara dos Deputados cassar o mandato da parlamentar que é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

No pedido o MP afirma que, além da gravidade da conduta criminosa, a ex-deputada, poucos dias após o homicídio, orientou os demais corréus para que o celular da vítima fosse localizado e suas mensagens comprometedoras fossem apagadas, bem como que fossem queimadas as roupas com possíveis vestígios forenses.

Além dela, outras 10 pessoas foram indiciadas pelo crime. Na época, Flordelis não teve sua prisão pedida pelo órgão federal por ter imunidade parlamentar. Fato esse descartado agora, já que Flordelis perdeu seu mandato por quebra de decoro.

Com a decisão sobre a cassação de seu mandato publicada no Diário Oficial da Câmara da última quinta-feira,12/8, Flordelis deixou oficialmente de ter a regalia legislativa.

“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz o pedido encaminhado pelo MP à 3ª Vara Criminal de Niterói.

A defesa de Flordelis entrou com um pedido de habeas corpus para tentar evitar a prisão na Justiça do Rio, também nesta sexta. Os advogados entraram na Justiça com uma manifestação defensiva para que o pedido de prisão contra ela não seja considerado.

O pedido de prisão já havia sido solicitado pelos advogados da família do pastor Anderson, que entrou em contato com a Justiça do Rio assim que a ex-deputada perdeu o mandato.

Entenda o caso  – O pastor foi morto a tiros dentro de casa na madrugada de 16 de junho de 2019 em Niterói, região metropolitana do Rio e, segundo as investigações, Flordelis planejou o homicídio e foi responsável por arregimentar e convencer o executor direto e demais acusados a participarem do crime sob a simulação de ter ocorrido um latrocínio.

O motivo do crime, descrito segundo as investigações, seria o fato de a vítima manter rigoroso controle das finanças familiares e administrar os conflitos de forma rígida, não permitindo tratamento privilegiado das pessoas mais próximas a Flordelis.

Em agosto de 2020, ela e outras 10 pessoas foram denunciadas pelo assassinato do pastor.

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