Governador interino, o vice, Carlos Almeida (PSDB) tentou na madrugada desta quinta-feira, 22/7, exonerar o secretário de Estado e Segurança Pública, coronel Louismar Bonates e nomear para o cargo o comissário de polícia, Mário Aufiero. Carlos Almeida aproveitou a ausência do governador Wilson Lima (PSC), que está em viagem para Brasília, para articular a exoneração do titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).
Carlos Almeida teria utilizado a senha de um servidor da Casa Civil do Amazonas, nomeado por ele, e tentado publicar o documento com a exoneração do coronel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), que chegou a ser enviada para o Diário Oficial do Amazonas (DOA), mas a manobra foi descoberta e a publicação abortada.
Na portaria, Carlos Almeida destaca que a conduta do coronel da PM está sendo investigado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal pelo comando da operação “Abacaxis”, deflagrada no município de Nova Olinda do Norte. Entre outras justificativas, Almeida destaca que Bonates supostamente tem envolvimento nos ataques de uma organização criminosa no Estado, no início de junho deste ano.
Mário Aufiero é comissário de Polícia Civil, já foi delegado-geral adjunto da instituição e diretor-presidente da Imprensa Oficial do Amazonas (IOA), pasta responsável pela publicação do DOA. Aufiero foi exonerado da IOA no início deste ano.
Esclarecimento – Em nota, o Governo do Amazonas esclareceu que Carlos Almeida e um funcionário da Casa Civil criaram o documento, de forma ilegal, sem o conhecimento de Wilson Lima. A nota destaca, ainda, que o documento não tem validade porque não chegou a ser publicado e que o caso foi encaminhado à polícia para serem adotadas as providências cabíveis, para responsabilizar os envolvidos no ato criminoso.
Nota na íntegra
O Governo do Amazonas esclarece que, na madrugada desta quinta-feira, o vice-governador, Carlos Almeida, e um funcionário comissionado da Casa Civil, de forma ilegal, criaram um documento exonerando um secretário de Estado, sem conhecimento do chefe da Casa Civil e do governador.
O documento não chegou a ser publicado, por isso não tem validade e efeito. Mas o ato gravíssimo tem o objetivo de causar instabilidade e danos ao Governo. Diante disso, o servidor será exonerado, teve as senhas de acesso ao sistema de governo canceladas e foi proibido de entrar na Casa Civil. O caso foi encaminhado à polícia, que tomará todas as providências para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso.
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Por Lana Honorato
Foto: Divulgação