Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o fundador e presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) morreu na noite desta sexta-feira, 23/4, aos 69 anos, o político Levy Fidelix. Ele estava internado desde março em um hospital particular de São Paulo e morreu vítima de complicações da Covid-19, conforme informações de O Globo. Levy Fidelix se tornou conhecido nacionalmente pelo projeto do aerotrem ou trem-bala, que ligaria Campinas (SP) ao Rio de Janeiro.
A notícia foi divulgada no perfil do político no Twitter e logo em seguida pessoas próximas a ele começaram a lamentar sua morte nas redes sociais. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, filiado ao partido, publicou nota prestando condolências ao político, a quem chamou de “amigo”. “O movimento conservador brasileiro perde um dos seus principais representantes”, escreve na mensagem.
Lamento o falecimento do fundador e presidente do PRTB, amigo Levi Fidelix. O movimento conservador brasileiro perde um dos seus principais representantes. Que o Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe e conforte toda família. pic.twitter.com/MrNhnR7BhO
— General Hamilton Mourão (@GeneralMourao) April 24, 2021
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga escreveu. “Que Deus conforte toda a família desse grande líder nacional…”, escreveu Manga. “Meus sentimentos à família do presidente do PRTB @levyfidelix”, postou o deputado federal José Medeiros.
A jornalista e cineasta Sandra Terena, também próxima de Levy, lamentou a notícia: “Com tristeza, informo o falecimento de um pioneiro do conservadorismo no Brasil, Levy Fidelix por COVID-19. O óbito foi confirmado às 20 horas desta sexta-feira (23). Que o Espírito Santo console a família. Meu marido, o jornalista Oswaldo Eustáquio, foi um grande amigo de Levy”.
Fidelix deixa sua mulher, Aldinea Rodrigues Cruz, e uma filha, Lívia Fidelix, que tentou se eleger deputada nas eleições de 2018.
Trajetória – Fundador do PRTB, Fidelix se formou em Comunicação Social e começou a carreira como publicitário, trabalhando também em jornais como Correio da Manhã e Última Hora.
Já na política, trabalhou como assessor de comunicação, foi um dos fundadores da revista empresarial Governo e Empresa e também da revista política O Poder. Nos anos de 1980 trabalhou como apresentador de TV em um programa que entrevistava especialistas em tecnologia e políticos.
A carreira política teve início em 1986, quando se candidatou à sua primeira eleição como candidato a deputado federal por São Paulo e depois tentou se eleger como deputado federal, mas sem sucesso em ambos os casos.
Em 1989 e 1990 trabalhou como assessor de comunicação na campanha do então candidato à presidência da república Fernando Collor de Mello, que seria eleito. Em 1996, foi candidato à prefeitura de São Paulo e, em 1998, a governador do estado.
Em 2002 voltou a se candidatar a governador do estado de São Paulo, a vereador em 2004 e a deputado federal em 2006. Em 2008 foi candidato a prefeito de São Paulo e, fora do segundo turno, apoiou a então candidata Marta Suplicy, que seria eleita.
Para presidência da república, Levy se candidatou em 2010 e ficou em sétimo lugar entre os nove candidatos da disputa, apoiando Dilma Roussef no segundo turno. Em 2011, tentou novamente o cargo de prefeito da cidade de São Paulo, novamente sem conseguir se eleger.
Levy tentou a presidência novamente em 2014 e, sem ir para o segundo turno, apoiou Aécio Neves, que perdeu a eleição para Dilma Roussef, reeleita. Em 2018, apoiando Jair Bolsonaro, concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, mas não conseguiu se eleger.
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