Durante sessão no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada nesta quarta-feira, 14/4, a oposição do atual governo repercutiu enfaticamente a possibilidade do governador do Estado, Wilson Lima (PSC) ser investigado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, um desdobramento da CPI da Covid-19 do Senado Federal, enquanto a base governista se calou no decorrer dos discursos.
O governador do Amazonas, que deve ser investigados na CPI por irregularidades no combate à pandemia, segue sem liderança na Aleam há quase 50 dias, desde que a deputada estadual Joana Darc (PL) entrou de licença-maternidade.
Nos bastidores da Aleam especula-se que a liderança do governador mudará de mãos, mas Wilson Lima ainda não escolheu quem será o novo líder na bancada da casa legislativa, enquanto isso, segue sendo alvo da bancada de oposição.
No último dia 12 abril, o portal O Convergente procurou a deputada Joana Darc para esclarecer a situação da liderança da base governista na Aleam. A assessoria de imprensa da deputada informou que existe o colegiado de líderes e a tendência é que na ausência da parlamentar o deputado, Saullo Vianna (PTB) represente a liderança de governo, pois segue-se a ordem hierárquica.
A reportagem entrou em contato, por meio de aplicativo de mensagem, com a assessoria da deputado Saullo Viana, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta da demanda.
CPI do Senado – A oficialização da instauração da CPI da Covid-19 ocorreu nessa terça-feira, 13/4, pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A Comissão investigará a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus, bem como o uso de recursos federais por Estados e municípios na crise sanitária.
Com isso, a “Operação Sangria”, deflagrada em junho de 2020 pela Polícia Federal para investigar gastos de R$ 2,9 milhões do governo Wilson Lima com uma adega por uma suposta compra de respiradores deve voltar a ser alvo.
Por Lana Honorato
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