O Partido Liberal (PL) concentrou o debate interno em apenas duas opções para indicar quem deve suceder o governador Cláudio Castro (PL) no comando do Rio de Janeiro, diante das articulações para sua saída do governo. A definição tem sido tema de intensa negociação entre correntes da legenda e aguarda o retorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está fora do país.
Entre os nomes em análise está o do secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), apoiado pelo deputado federal Altineu Côrtes, um dos principais dirigentes da sigla no estado, especialmente por sua atuação em obras e por influência eleitoral em São Gonçalo. Do outro lado, ganhou força a possibilidade de o chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, disputar, principalmente por sua ligação com a pauta de segurança pública, central nas discussões eleitorais deste ano.
Nos bastidores, aliados de Castro e de Côrtes tentam persuadir a família Bolsonaro sobre qual opção pode fortalecer o partido na sucessão. A tendência de muitos dentro da sigla é adiar a escolha até o retorno de Flávio, que tem peso decisório sobre as articulações estaduais e nacionais.
A expectativa é que a eleição para o cargo-tampão seja indireta, com votação restrita aos deputados estaduais, caso Castro deixe o cargo antes de abril para disputar o Senado, como previsto em sua estratégia política.


