O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) no Reino Unido sob suspeita de envolvimento em crimes ligados ao financista Jeffrey Epstein, segundo informou a BBC.
As autoridades não mencionaram explicitamente o nome de Andrew, sob a justificativa de proteger a identidade do preso, mas informaram ter detido um homem de aproximadamente 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, mantendo-o sob custódia.
“Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar esta suposta infração”, afirmou o subchefe de polícia Oliver Wright. “Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.”
A investigação apura se Andrew teria enviado informações confidenciais a Epstein quando atuava como representante comercial do país. O ex-príncipe nega as acusações.
O nome de Andrew aparece em documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em outubro, ele perdeu os títulos reais por decisão do rei Charles III. O episódio aumentou a pressão sobre a família real, que não comentou a prisão até a última atualização.
O ex-superintendente-chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Dal Babu, afirmou à BBC que a pressão vinha “crescendo e crescendo” nas últimas semanas. Segundo ele, a prisão permite que a polícia tenha acesso a equipamentos eletrônicos, arquivos, fotografias e outros materiais que possam servir como prova.
Ainda de acordo com Babu, os agentes podem realizar buscas em imóveis pertencentes ou ocupados pelo suspeito, além de outros locais sob seu controle.
O jornal britânico The Guardian informou que a prisão ocorre poucos dias após o Palácio de Buckingham declarar que daria apoio às autoridades caso fosse procurado sobre as acusações. Um porta-voz afirmou que o rei Charles III expressou “profunda preocupação” com a conduta atribuída ao irmão.
Andrew pode permanecer detido por até 96 horas. Caso seja condenado por má conduta no exercício de cargo público, a pena pode chegar à prisão perpétua.


