25.3 C
Manaus
segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Oposição anuncia pedido de inelegibilidade de Lula após desfile em sua homenagem no Carnaval do Rio

Partido Novo afirma que homenagem no sambódromo configura propaganda eleitoral antecipada e acionará a Justiça Eleitoral para declarar o presidente inelegível. Críticas vêm também de parlamentares bolsonaristas

Por

A oposição política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com críticas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que realizou, durante o Carnaval do Rio de Janeiro, uma homenagem à trajetória e ao governo do chefe do Executivo. Nesta segunda-feira (16), o Partido Novo anunciou que entrará com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Lula, alegando que o evento configurou propaganda eleitoral antecipada financiada com recursos públicos.

Segundo dirigentes da sigla, o desfile, que celebrou a vida e a carreira política de Lula no sambódromo carioca, ultrapassou os limites de uma manifestação cultural e passou a atuar, na avaliação deles, como promoção eleitoral fora do período permitido pela legislação. O presidente nacional do Novo afirmou nas redes sociais que, assim que Lula registrar sua candidatura à reeleição, será ajuizada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) solicitando a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade.

As críticas partiram também de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial de 2026, que publicou em suas redes sociais duras declarações afirmando que o presidente teria usado dinheiro público para fazer campanha antecipada em benefício próprio. Parlamentares de direita, como o líder do PL no Senado, classificaram o desfile como um “grave ilícito eleitoral” e defenderam sanções a Lula pela suposta mescla de cultura e política no Carnaval.

Até o momento, não há decisão da Justiça Eleitoral que determine punição ou proíba formalmente o presidente de concorrer nas eleições de outubro de 2026. A polêmica, no entanto, gerou um debate mais amplo sobre os limites da liberdade cultural e os riscos de práticas consideradas propaganda política fora do calendário oficial pela legislação eleitoral brasileira.

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -