A oposição política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com críticas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que realizou, durante o Carnaval do Rio de Janeiro, uma homenagem à trajetória e ao governo do chefe do Executivo. Nesta segunda-feira (16), o Partido Novo anunciou que entrará com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Lula, alegando que o evento configurou propaganda eleitoral antecipada financiada com recursos públicos.
Segundo dirigentes da sigla, o desfile, que celebrou a vida e a carreira política de Lula no sambódromo carioca, ultrapassou os limites de uma manifestação cultural e passou a atuar, na avaliação deles, como promoção eleitoral fora do período permitido pela legislação. O presidente nacional do Novo afirmou nas redes sociais que, assim que Lula registrar sua candidatura à reeleição, será ajuizada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) solicitando a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade.
As críticas partiram também de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial de 2026, que publicou em suas redes sociais duras declarações afirmando que o presidente teria usado dinheiro público para fazer campanha antecipada em benefício próprio. Parlamentares de direita, como o líder do PL no Senado, classificaram o desfile como um “grave ilícito eleitoral” e defenderam sanções a Lula pela suposta mescla de cultura e política no Carnaval.
Até o momento, não há decisão da Justiça Eleitoral que determine punição ou proíba formalmente o presidente de concorrer nas eleições de outubro de 2026. A polêmica, no entanto, gerou um debate mais amplo sobre os limites da liberdade cultural e os riscos de práticas consideradas propaganda política fora do calendário oficial pela legislação eleitoral brasileira.


