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terça-feira, fevereiro 10, 2026

Cheia coloca 35 municípios em alerta no Amazonas

Monitoramento aponta avanço da enchente em todas as calhas dos rios, com previsão de impacto em dezenas de municípios antes do pico.

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Antes mesmo do pico dos rios, o Governo do Amazonas já trabalha com um cenário de impacto direto em 35 municípios, que podem atingir 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas espalhadas principalmente pelas regiões mais isoladas do estado.

Os dados foram debatidos nesta segunda-feira (09), durante a primeira reunião de 2026 do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, comandada pelo governador Wilson Lima (UB).

“Alguns municípios já começam a decretar situação de emergência e a gente reúne o nosso comitê para se antecipar e tomar providências em áreas estratégicas, como ajuda humanitária com distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do reforço na saúde, com envio de insumos para prevenir e combater doenças comuns nesse período”, afirmou o Chefe do Estado.

O monitoramento hidrológico aponta que todas as nove calhas de rios do Amazonas já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, especialmente no oeste e centro-sul do estado. A preocupação maior recai sobre as calhas do Juruá e do Purus, onde o pico da cheia pode ocorrer mais cedo do que o esperado.

Atualmente, Eirunepé já está em situação de emergência. Outros 11 municípios estão em alerta, entre eles Boca do Acre, Lábrea, Envira e Guajará, enquanto 13 municípios permanecem em atenção: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.

Reforço 

A estratégia do Estado é antecipar a assistência às populações ribeirinhas e rurais, com envio de cestas básicas, kits de higiene, água potável, caixas d’água, purificadores do programa Água Boa e medicamentos, além da compra de alimentos da agricultura familiar para reforçar a segurança alimentar nas áreas afetadas.

Na saúde, o plano prevê reforço no envio de vacinas, soros e kits específicos para o período de cheia, além do monitoramento diário de doenças como leptospirose, diarreias, malária e dengue. O Barco Hospital São João XXIII deve ser deslocado para municípios considerados prioritários.

A educação também entra no radar: caso escolas sejam atingidas, o Estado já avalia alternativas como o Aula em Casa e a distribuição de kits alimentares pelo Merenda em Casa, garantindo que os alunos não fiquem sem acesso ao ensino e à alimentação.

Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros intensifica a Operação Inverno Amazônico, com atenção especial a áreas de risco para deslizamentos e erosões, comuns nesse período.

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