A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou duramente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao afirmar que é “muita cara de pau” ele falar em “crise moral” após ter visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo da Papuda, em Brasília.
A fala mencionada pela ministra foi feita por Tarcísio na quinta-feira (29), quando o governador declarou que o Brasil “tem uma crise fiscal contratada e hoje enfrenta uma crise moral”. A reação de Gleisi veio no dia seguinte, por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
“É muita cara de pau de Tarcísio Freitas sair da Papuda falando em ‘crise moral’, quando o maior financiador individual das campanhas dele e de Bolsonaro foi o cunhado de Daniel Vorcaro do Master, Fabiano Zettel, preso pela Polícia Federal”, escreveu a ministra. Na mesma postagem, ela acrescentou: “E quem contratou uma ‘crise fiscal’ no país foi o governo Bolsonaro, que deixou um rombo de R$ 255 bi para o governo Lula pagar e desorganizou as contas e a economia do país”.
As doações mencionadas por Gleisi ocorreram durante as eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro disputava a reeleição à Presidência da República e Tarcísio concorria ao governo paulista. O empresário Fabiano Zettel foi o principal doador individual das duas campanhas. Ao todo, ele repassou R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Ele foi preso temporariamente pela Polícia Federal no último dia 16, no momento em que embarcava para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.


