O prefeito de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (27). As diligências ocorreram tanto na residência do gestor quanto na sede da prefeitura. Até o momento, a PF não divulgou se houve apreensão de materiais nesses locais.
A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos e irregularidades em processos licitatórios relacionados à área da saúde.
Durante as ações, agentes federais apreenderam dinheiro em espécie, armazenado em caixas de papelão e isopor, além de medicamentos, em imóveis ligados a sócios de uma empresa farmacêutica investigada. Os valores recolhidos ainda não foram informados.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais no âmbito da investigação.
Segundo as apurações, há indícios de fraudes em contratos para o fornecimento de insumos à rede pública de saúde. As empresas envolvidas, sediadas no estado, teriam atuado junto a prefeituras de diferentes regiões do país. Auditorias apontaram problemas na execução dos contratos, como ausência de entrega de materiais, fornecimento fora das especificações e prática de sobrepreço.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de verbas públicas e fraudes em contratações administrativas.
Em nota enviada à CNN, a defesa do prefeito, representada pelos advogados Caio Victor Barbosa e Fabrízio Feliciano, afirmou que não há elementos que vinculem diretamente Allyson Bezerra às irregularidades investigadas. Segundo os advogados, a decisão judicial se baseia em conversas atribuídas a terceiros, sem possibilidade de detalhamento devido ao sigilo do processo.
A defesa destacou ainda que a medida ocorreu em fase preliminar da investigação, sem qualquer juízo de culpa, e ressaltou que o prefeito não foi afastado do cargo nem sofreu restrições pessoais. Por fim, informou que Allyson Bezerra está colaborando com as investigações e reafirmou confiança na atuação das instituições e no respeito à presunção de inocência.
*Com informações da CNN
Leia mais: No Supremo, PF colhe depoimentos no caso da compra do Master pelo BRB


