O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atua para impedir que o caso envolvendo o Banco Master provoque desgaste direto à imagem do governo federal. No Palácio do Planalto, a leitura predominante é de que, até o momento, o maior impacto do episódio recaiu sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), e não sobre o Executivo.
Integrantes do governo avaliam que não cabe ao Planalto assumir qualquer tipo de defesa de condutas individuais no Judiciário, como a do ministro Dias Toffoli, cuja atuação no caso tem sido alvo de críticas reservadas, inclusive dentro da própria gestão petista.
A estratégia do presidente é manter o governo à margem do escândalo, reforçando o protagonismo da Polícia Federal nas investigações e destacando que o combate a irregularidades financeiras deve alcançar todos os envolvidos, independentemente de posição social, incluindo empresários e banqueiros.
Nesse contexto, Lula também não pretende acionar a base aliada para barrar uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso no Congresso Nacional. A orientação tem sido respeitar a autonomia do Legislativo, tratando a instalação de CPIs como uma prerrogativa parlamentar.
O presidente se reuniu no ano passado com o ministro Dias Toffoli, relator do processo, e há expectativa de um novo encontro. Nos bastidores, porém, assessores indicam que Lula tem demonstrado incômodo com a condução do caso pelo magistrado.
Auxiliares do governo avaliam ainda que a nota divulgada pelo presidente do STF, Edson Fachin, teve efeito limitado e não contribuiu para reduzir as tensões geradas em torno do episódio.
*Com informações da CNN
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