O Brasil acumula 66.097 novos processos judiciais relacionados a erros cirúrgicos no período de 1° de janeiro a 30 de novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os números evidenciam um cenário que continua crítico no sistema de saúde brasileiro, com repercussões diretas na vida de pacientes e no Judiciário. São Paulo detém o maior número de processos, segundo o CNJ.
Essas ações, que não representam necessariamente condenações, abrangem desde cirurgias de urgência até intervenções eletivas em hospitais públicos e privados.
Entre as falhas relatadas estão casos de procedimentos realizados em pacientes ou locais errados e a retenção não intencional de materiais no corpo após o término das cirurgias — incidentes que, embora raros em relação ao total de procedimentos, têm impacto profundo sobre as vítimas.
No mesmo período, os tribunais brasileiros também registraram 91.391 processos por danos materiais e morais ligados à prestação de serviços de saúde, a maioria no setor privado (70.276), enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) respondeu por 21.115 casos.
São Paulo lidera
O estado de São Paulo, por deter a maior rede hospitalar do País, figura como o epicentro da judicialização em saúde. Foram abertos 5.021 processos por erro cirúrgico até novembro de 2025, além de 10.592 ações por danos morais e materiais.
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