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segunda-feira, janeiro 19, 2026

Associação de delegados questiona decisões do STF em investigação sobre o Banco Master

Associação aponta desequilíbrio institucional em decisões sobre caso Banco Master

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) publicou, neste sábado (17), uma nota pública na qual expressa apreensão quanto à condução das investigações envolvendo o Banco Master. Para a entidade, há sinais de que atribuições legais dos delegados à frente do caso estariam sendo “indevidamente reduzidas” em razão de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto, a ADPF ressalta que a cooperação entre a Polícia Federal e o STF é prática recorrente, sobretudo em apurações que envolvem autoridades com foro privilegiado. A associação reconhece que essa atuação conjunta já trouxe resultados significativos, mas pondera que tais avanços sempre ocorreram com base no respeito às competências constitucionais de cada instituição.

Segundo a entidade, cabe ao STF exercer a jurisdição constitucional, enquanto a Polícia Federal, por meio de seus delegados, é responsável pela condução técnica das investigações criminais. A ADPF destaca que os inquéritos policiais seguem métodos próprios, sustentados por protocolos técnicos, planejamento estratégico e pela construção gradual do conjunto probatório.

No caso específico do Banco Master, porém, a associação aponta que decisões judiciais recentes teriam imposto a realização de diligências — como acareações, buscas e apreensões e oitivas — em prazos considerados excessivamente curtos, além de outras determinações que não estariam alinhadas ao planejamento definido pela autoridade policial.

A nota também questiona ordens relacionadas à lacração de itens apreendidos, ao encaminhamento de materiais a outros órgãos e até à indicação nominal de peritos para exames técnicos. De acordo com a ADPF, essas medidas fogem aos protocolos internos da Polícia Federal e não encontram respaldo nem mesmo na rotina administrativa da instituição.

Para a associação, o cenário descrito é “claramente atípico” e pode comprometer a autonomia técnica dos delegados, afetando a eficiência e a imparcialidade das investigações. A entidade avalia que interferências externas na condução do inquérito representam risco à correta apuração dos fatos.

Ao concluir o comunicado, a ADPF defende a recomposição de uma relação institucional equilibrada entre a Polícia Federal e o STF, com observância das competências legais de cada órgão. A associação afirma esperar que a cooperação entre as instituições seja restabelecida “o quanto antes” e dentro dos limites previstos no ordenamento jurídico.

*Com informações da CNN

Leia mais: PGR investiga fundo ligado ao dono do Banco Master que investiu R$ 300 mi em SAF

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