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sexta-feira, janeiro 2, 2026

Defesa de Filipe Martins chama prisão de “vingança” e afirma cumprimento de cautelares

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes

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O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, criticou nesta sexta-feira (2) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) por suposto descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de redes sociais.

Chiquini afirmou que Martins vinha cumprindo as restrições “de forma exemplar” e que jamais havia recebido qualquer advertência formal.

“Nem podemos chamar isso de prisão preventiva, porque prisão preventiva precisa de um motivo concreto. Aqui, estamos diante de mais uma prisão sem fundamento”, declarou o advogado em vídeo divulgado nas redes sociais.

Filipe Martins cumpre prisão domiciliar em Ponta Grossa, no Paraná, após ter sido condenado por participação em um plano de golpe de Estado destinado a manter Jair Bolsonaro no poder. Durante o governo Bolsonaro, Martins ocupou o cargo de assessor para Assuntos Internacionais da Presidência.

Segundo Chiquini, a decisão do STF reflete uma ação que, na visão dele, era planejada desde 2019, quando Martins teria sido apontado como líder do chamado “Gabinete do Ódio”. “Hoje, Alexandre de Moraes coloca em prática o que sempre quis: prender Filipe Martins”, disse o advogado.

Martins é acusado de integrar o grupo responsável por produzir e divulgar notícias falsas e atacar adversários políticos durante a gestão Bolsonaro, incluindo a elaboração da chamada “minuta do golpe”.

Chiquini classificou a decisão de Moraes como uma “medida de vingança”, afirmando que a prisão anteciparia o cumprimento da pena imposta em dezembro de 2025, antes que os recursos da defesa fossem analisados.

O advogado informou que se reunirá com sua equipe para definir os próximos passos no STF, incluindo a possibilidade de recorrer diretamente ao ministro Alexandre de Moraes.

*Com informações da CNN

Leia mais: Após cassação do mandato, PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão

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