Parlamentares do Amazonas estão entre os que apoiam a iniciativa a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara dos Deputados, e de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Congresso Nacional, com a finalidade de investigar o Banco Master.
A instituição financeira é alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades que incluem fraudes financeiras, manipulação de balanços e prejuízos bilionários a fundos públicos e privados.
O deputado Amom Mandel (Cidadania) assinou tanto o pedido de CPI quanto o de CPMI. Já Fausto Júnior (União Brasil), vice-líder da legenda na Câmara, confirmou a adesão ao requerimento da CPMI, destacando a gravidade das denúncias envolvendo o banco. O deputado Capitão Alberto Neto (PL) também figura entre os signatários do pedido de CPI na Câmara.
No último dia 31, o vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL), informou que a oposição já reuniu o número mínimo de assinaturas para apresentar um pedido de criação de uma CPMI.
De acordo com o parlamentar, o requerimento conta atualmente com o apoio de 205 congressistas — 177 deputados federais e 28 senadores. Para que a proposta possa ser protocolada formalmente, são exigidas ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
Investigações em curso no Legislativo
Na Câmara dos Deputados, ao menos três requerimentos de CPI foram apresentados com foco em investimentos feitos por cerca de 18 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios no Banco Master. O volume total sob análise chega a R$ 1,86 bilhão, incluindo recursos da AmazonPrev, entidade responsável pela previdência dos servidores públicos do Amazonas.
Os valores, provenientes de fundos previdenciários, teriam sido concentrados em uma única instituição financeira, que posteriormente entrou em processo de liquidação extrajudicial, levantando questionamentos sobre gestão de riscos e fiscalização.
No Congresso Nacional, os pedidos de CPMI propõem uma apuração mais ampla. Além das aplicações financeiras, os textos citam a necessidade de investigar eventuais vínculos político-institucionais, falhas nos mecanismos de controle e possíveis responsabilidades de agentes públicos e órgãos reguladores. Também são apontados riscos ao sistema previdenciário e impactos financeiros que poderiam recair sobre instituições estatais, caso prejuízos privados sejam socializados.
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