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sexta-feira, janeiro 30, 2026

Defesa diz que renúncia reduz pressão por extradição de Zambelli

Renúncia de Zambelli é vista como fator favorável contra extradição

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A defesa de Carla Zambelli avalia que a decisão de renunciar ao mandato de deputada federal pode favorecer sua permanência na Itália. Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, a medida reduz o atrito institucional entre os Poderes e tende a enfraquecer a pressão pela extradição da ex-parlamentar ao Brasil.

Zambelli passa por nova audiência na próxima quinta-feira (18), quando a Justiça italiana deve decidir se ela continuará no país ou será enviada às autoridades brasileiras. Para a defesa, a renúncia foi adotada de forma estratégica. “Trata-se de uma decisão técnica e equilibrada, que pode contribuir positivamente para o andamento do processo na Itália”, afirmou Pagnozzi.

Na audiência anterior, magistrados italianos solicitaram informações ao governo brasileiro sobre as condições do sistema penitenciário do país, documento que será analisado antes de uma eventual decisão sobre extradição. Para autoridades brasileiras, o pedido indica que a Justiça italiana considera seriamente a possibilidade de extradição ainda em 2025.

Os advogados de Zambelli sustentam que ela possui comorbidades, argumento utilizado para defender o cumprimento da pena em regime domiciliar na Itália, caso permaneça no país.

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, por crimes relacionados à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, em 2023.

Desde julho, a ex-deputada está detida na penitenciária feminina de Rebibbia, localizada na região metropolitana de Roma.

*Com informações da CNN

Leia mais: Pressionado pelo STF, Hugo Motta enfrenta impasse sobre mandato de Zambelli

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