O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Manaus nesta terça-feira, 9, para uma agenda institucional marcada por discursos firmes em defesa da Amazônia e críticas à postura das nações desenvolvidas diante da crise climática.
Durante pronunciamento, Lula reforçou a cobrança para que países ricos financiem a preservação da floresta, ressaltando que a solidariedade internacional deve se traduzir em responsabilidade financeira.
“O financiamento ambiental e climático tem sido vital para viabilizar ações, muitas delas não teriam sido possíveis sem o recurso do Fundo Amazônia. É importante que a gente saiba que o Fundo Amazônia não é nenhuma ação de condolência dos países que contribuem com ele”, declarou Lula.
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O petista continuou: “Na verdade, o que eles estão pagando pra nós é um royalty. Eles já desmataram as florestas deles e agora querem preservar a nossa. Eles têm que custear porque nós temos mais de 30 milhões de seres humanos querendo viver com dignidade em toda a Amazônia da América do Sul.”
O presidente chegou à capital amazonense por volta das 10h30 e foi recebido pelo governador do Amazonas, Tadeu de Souza, e pelo prefeito de Manaus, David Almeida. Também acompanharam a comitiva o senador Omar Aziz (PSD-AM), o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP-RR), além de autoridades internacionais como o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
A visita ocorre em meio a um cenário de tensão envolvendo as políticas ambientais e de infraestrutura do governo federal. Entre os pontos de maior repercussão está o decreto de Lula que abre margem para a privatização de rios da Amazônia, medida que vem gerando críticas de ambientalistas e comunidades tradicionais.
Outro tema sensível é a BR-319, estrada que liga Manaus a Porto Velho e que segue travada entre promessas de asfaltamento e questionamentos sobre os impactos socioambientais.
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