A ministra do Planejamento, Simone Tebet, sugeriu às autoridades a apreensão do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal. A declaração foi concedida, nesta sexta-feira 18, na cerimônia de posse do novo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, com a presença do presidente Lula, em Brasília.
Na quinta (17/8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-capitão e da ex-primeira-dama presentes recebidos em viagens oficiais pelo governo Bolsonaro.
Ainda na quinta-feira, a CPMI do 8 de Janeiro veio com a oitiva do hacker Walter Delgatti. O depoente declarou à comissão que, em 2022, o então presidente prometeu lhe conceder um indulto, caso assumisse a autoria de um suposto grampo telefônico com “conversas comprometedoras” de Moraes.
Bolsonaro supostamente teria garantido que o grampo motivaria uma ação contra o magistrado e justificaria a realização de uma eleição com o voto impresso.
“Graças ao trabalho da PF e dos depoimentos na CPMI, podemos dizer que o cerco se fechou contra o o ex-presidente da República. Está apontado como mandante da tentativa de fraude nas urnas eletrônicas e de fraude à decisão sempre legítima do povo brasileiro”, disse Tebet nesta sexta. “A eles, o rigor da lei. E não se enganem: que busquem o mais rápido possível apreender o passaporte, porque quem fugiu para não passar a faixa a um presidente legitimamente eleito pelo povo com certeza vai querer abandonar o Brasil para poder salvar a própria pele”.
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Por July Barbosa com informações CNN
Revisão textual: Vanessa Santos
Foto: José Cruz / Agência Brasil