Amazonas lidera proporção de moradores em favelas no país, aponta Censo

Expansão desordenada impulsiona crescimento de comunidades no Amazonas

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O crescimento das favelas e comunidades urbanas no Amazonas ganhou destaque nos dados mais recentes do IBGE. Segundo o Censo Demográfico 2022, o estado lidera o ranking nacional em proporção de moradores nesses territórios, com 34,7% da população vivendo em áreas classificadas como favelas e comunidades urbanas.

No cenário nacional, o levantamento identificou 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde vivem 16,39 milhões de pessoas, o equivalente a 8,1% da população brasileira. Em 2010, eram 6.329 localidades e 11,4 milhões de moradores (6%), o que evidencia um crescimento significativo tanto em número de áreas quanto de habitantes.

A capital Manaus aparece como um dos principais epicentros desse fenômeno. Entre as 20 maiores favelas do país, seis estão localizadas na cidade. A comunidade Cidade de Deus/Alfredo Nascimento aparece como a quarta mais populosa do Brasil, com 55.821 moradores, atrás apenas da Rocinha, no Rio de Janeiro, do Sol Nascente, em Brasília, e de Paraisópolis, em São Paulo.

Outras comunidades de Manaus também aparecem no ranking nacional, como São Lucas, Zumbi dos Palmares/Nova Luz, Santa Etelvina, Colônia Terra Nova e Grande Vitória, consolidando a forte presença da capital amazonense entre as maiores concentrações urbanas informais do país.

Os dados do IBGE indicam ainda que 83,5% dessas comunidades estão em grandes concentrações urbanas, e, no caso de Manaus, mais da metade dos domicílios (53,9%) está inserida nesses territórios. O avanço é atribuído tanto ao crescimento urbano desordenado quanto ao aprimoramento metodológico do Censo, que ampliou a capacidade de identificação dessas áreas.

Em relação à infraestrutura, 86,4% dos domicílios em favelas possuem acesso à rede geral de água, enquanto 74,6% contam com algum tipo de esgotamento sanitário. Já o serviço de coleta de lixo atende 96,7% das residências, embora uma parcela significativa ainda dependa de caçambas.

O IBGE ressalta que o crescimento dessas áreas deve ser analisado com cautela, já que houve avanços tecnológicos e maior integração com organizações locais, o que permitiu um mapeamento mais preciso em 2022. Ainda assim, os números reforçam o desafio histórico do país, e especialmente da Região Norte, em lidar com a expansão urbana sem planejamento.

*Da Redação com informações do IBGE

Leia mais: Roberto Cidade alerta para avanço de favelas e cobra planejamento urbano em Manaus

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