Saída de David Almeida para disputar o Governo do AM deve provocar reforma no secretariado na Prefeitura de Manaus

A saída de David, como o próprio prefeito anunciou, está prevista para o dia 31 de março, abrindo leque para mudanças no Executivo municipal

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A reta final da gestão do prefeito David Almeida (Avante) já movimenta os bastidores políticos da capital. Com menos de duas semanas para o chefe do Executivo municipal deixar o cargo e disputar o Governo do Amazonas, a Prefeitura de Manaus se prepara para uma reforma administrativa que deve redesenhar a estrutura do Executivo municipal e reposicionar aliados para as eleições de 2026.

A saída de David, como o próprio prefeito anunciou, está prevista para o dia 31 de março, abrindo caminho para que o vice-prefeito Renato Júnior assuma o comando do Executivo municipal. Antes disso, no entanto, o calendário de exonerações já deve começar no dia 27, com a saída de secretários que devem disputar cargos eletivos, segundo informações de bastidores.

Entre os nomes confirmados pelo prefeito estão o secretário Chefe da Casa Civil de Manaus, Marcos Rotta, que deve concorrer ao Senado; o secretário de Habitação e Assuntos Fundiários, Jesus Alves, cotado para deputado federal; e o secretário de Educação, Junior Mar, que deve disputar vaga na Assembleia Legislativa.

Também integram a lista o secretário Extraordinário da Prefeitura de Manaus, Sassá da Construção Civil, a presidente do Fundo Manaus Solidária, Vivi Lira, e o ex-deputado e presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tony Medeiros, todos com planos de entrar na disputa eleitoral.

Outro movimento relevante envolve o próprio Renato Júnior, que deve deixar o comando da Secretaria Municipal de Infraestrutura para assumir integralmente a Prefeitura. A mudança é vista como necessária para consolidar sua gestão e dar início a uma nova fase administrativa já sob sua liderança.

Leia mais: David Almeida confirma renúncia à Prefeitura e define data para transição

Internamente, nos bastidores, a leitura é de que pastas estratégicas, como Casa Civil, Infraestrutura, Educação e Habitaçã, terão papel central não apenas na continuidade dos serviços públicos, mas também na articulação política do grupo, especialmente em um cenário de disputa acirrada no Estado.

Em entrevista à Rádio Difusora do Amazonas, David Almeida admitiu que as mudanças fazem parte de uma estratégia mais ampla. “Temos um número considerável de secretários que vão disputar as eleições”, afirmou, ao detalhar o redesenho da equipe.

A expectativa é que a reforma administrativa abra espaço para novos nomes dentro da gestão, ao mesmo tempo em que libera figuras de peso para a disputa eleitoral, ampliando o alcance político do grupo tanto na capital quanto no interior.

A reportagem entrou em contato com os pré-candidatos e solicitou um posicionamento sobre as eventuais candidaturas e aguarda retorno.

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