O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou obras emergenciais em trechos críticos da BR-230 (Rodovia Transamazônica), no município de Lábrea, no Sul do Amazonas, após cobrança do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil). A intervenção busca amenizar os transtornos causados pelas más condições da estrada, que ameaçavam isolar o município.
Segundo o parlamentar, o início das obras ocorre após o envio do Requerimento nº 647/2026 ao DNIT, solicitando providências diante de atoleiros e sulcos profundos ao longo da rodovia. A situação vinha prejudicando moradores, motoristas e produtores rurais da região.
“Quero agradecer ao superintendente do DNIT, Orlando Fanaia, que esteve em Lábrea, para determinar medidas emergenciais diante do cenário crítico em que se encontra a rodovia. Ainda que seja um trabalho a curto prazo, a ação vai amenizar os transtornos enfrentados diariamente por motoristas, moradores e produtores de Lábrea”, disse o presidente da Aleam.
De acordo com Roberto Cidade, a solicitação ao órgão federal foi motivada por um ofício encaminhado pelo prefeito de Lábrea, Gerlando Lopes, relatando a gravidade da situação e o risco de desabastecimento no município devido às condições da estrada.
“Lábrea corria o risco de desabastecimento em razão das péssimas condições da estrada pelo relatório que foi enviado pelo prefeito. Produtores e moradores já estavam sendo prejudicados com as péssimas condições da BR. Lábrea é uma importante cidade de conexão no Sul do Amazonas com o Brasil. O povo amazonense não pode pagar o preço e ser penalizado por conta da falta de ação de um órgão público. A gente torce para que o problema seja resolvido definitivamente, com ótimas condições de trafegabilidade na rodovia, para o pleno desenvolvimento do município”, comentou Roberto Cidade.
Obras emergenciais
O superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia, informou que os trabalhos começaram com a aplicação de rachão (brita) nos trechos mais afetados da rodovia, como forma de reduzir os atoleiros e permitir melhores condições de passagem.
“Os trabalhos tiveram início com a colocação de rachão (brita). Essas pedras que, primeiro, vão tratar os atoleiros. Serviços iniciais, para na sequência a gente fazer todo o tratamento, então, já no período mais da seca”, citou o gestor.
Trechos críticos
Entre os pontos considerados mais críticos da rodovia estão os trechos entre Lábrea e Humaitá, especialmente entre os quilômetros 20 e 25, do 59 ao 71, nas proximidades da balsa do rio Mucuim, e no quilômetro 81.
A BR-230, conhecida como Transamazônica, é uma das principais rodovias federais do país e funciona como eixo de integração entre diferentes regiões, sendo fundamental para o transporte de pessoas e mercadorias no interior da Amazônia.


