O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira (11) que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro tiveram posturas diferentes diante de investigações da Polícia Federal que atingiram familiares. Em entrevista, o senador comparou as reações dos dois líderes e defendeu que a corporação tem atuado com autonomia, inclusive em apurações envolvendo pessoas de diferentes correntes políticas.
Segundo Randolfe, a manifestação pública de Lula sobre investigações envolvendo seu filho demonstra uma postura distinta da adotada por Bolsonaro quando enfrentou situação semelhante durante o mandato.
“A primeira manifestação do presidente da República [Lula] em relação ao seu filho é contrastante com a manifestação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Todos vocês lembram, o ex-presidente da República, em rede nacional de televisão, em vídeo, numa reunião ministerial, dizendo: ‘Não vou esperar que pegue um filho meu para trocar o superintendente da Polícia Federal’. Foi essa a manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirmou o senador.
Randolfe também citou a posição recente de Lula diante de investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. De acordo com o parlamentar, o presidente afirmou que eventuais responsáveis devem responder independentemente de vínculos pessoais ou políticos.
“A manifestação do presidente Lula em relação ao seu filho foi: ‘Seja quem for que tiver devendo nessa fraude do INSS, vai pagar. Seja filho meu, seja agente do governo, seja quem for’. Você percebe como é contrastante a manifestação dos dois? Um buscou mudar as superintendências [da Polícia Federal] e os órgãos dirigentes de investigação para proteger o filho, que inclusive, no caso, o filho é o atual candidato [à Presidência], Flávio Bolsonaro”, declarou.
Na avaliação do líder governista, nenhum governo está livre de casos de corrupção. Para ele, a diferença está na forma como cada gestão reage às investigações.
“A primeira coisa que muda é o comportamento diante do ilícito e da investigação. E sobre a condução da investigação. Nenhum governo está imune à corrupção. O que muda é o comportamento do governo em relação à corrupção. Alguns resolvem interferir nas investigações, outros resolvem dar total apoio, total poder às investigações”, concluiu o senador.
*Com informações da CNN
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