O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou nesta sexta-feira (6) que países europeus que participarem de ações militares contra Teerã poderão se tornar “alvos legítimos” de retaliação.
A declaração foi feita em entrevista ao canal France 24, na qual o diplomata comentou a possibilidade de envolvimento de aliados europeus em operações lideradas pelos Estados Unidos e por Israel.
“Se algum país se juntar à agressão contra o Irã – se juntar aos Estados Unidos e a Israel na agressão contra o Irã – certamente também se tornará um alvo legítimo de retaliação por parte do Irã”, declarou Takht-Ravanchi.
Durante a entrevista, o vice-chanceler foi questionado sobre relatos de que alguns países europeus estariam oferecendo apoio logístico às forças norte-americanas. Sem citar quais nações estariam envolvidas, o diplomata afirmou que o governo iraniano já transmitiu alertas aos parceiros europeus.
Segundo ele, Teerã informou aos governos da Europa e a outros atores internacionais que evitem se envolver no que classificou como uma “guerra de agressão” contra o país.
Takht-Ravanchi também abordou a possibilidade de ataques contra instalações militares estrangeiras na região do Golfo. De acordo com o diplomata, o governo iraniano já havia comunicado previamente aos países vizinhos que bases e ativos militares dos Estados Unidos na região poderiam ser alvo de ações retaliatórias em caso de hostilidades contra o Irã.
“Informamos nossos amigos e vizinhos, antes do início desta guerra de agressão na semana passada, que se os Estados Unidos se envolvessem em um ato hostil contra o Irã, então certamente as bases americanas e os ativos americanos seriam alvos legítimos, onde quer que estivessem em nossa vizinhança”, afirmou.
O vice-ministro também criticou a postura de Washington no campo diplomático. Segundo ele, o governo iraniano estava “negociando de boa fé” na semana anterior aos ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, e acusou os norte-americanos de abandonarem as tratativas diplomáticas.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio e ampliam o clima de alerta sobre uma possível expansão regional do conflito.
*Com informações da CNN
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