Empresa de construção vence contrato de R$ 3,1 milhões para fornecer material escolar à Prefeitura de Ipixuna

No mesmo certame, outra empresa foi contratada pelo valor de R$ 548.800,00

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A empresa H A de Aguiar LTDA, cuja atividade principal é o comércio varejista de materiais de construção, venceu licitação da Prefeitura de Ipixuna para fornecimento de material escolar no valor de R$ 3.155.560,00. A informação sobre o contrato consta na edição de sexta-feira, 27, no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas (DOM-AM).

O Extrato da Ata de Registro de Preços nº 003/2026, fruto do Pregão Presencial nº 004/2026, foi realizado em 23 de fevereiro de 2026, também resultou, no mesmo certame, na contratação da empresa J. da C. Felipe da Silva, de nome fantasia Irmãos Felipe, pelo valor de R$ 548,8 mil. Juntando os valores, o total chega a R$ 3.704.360,00.

A ata foi assinada pelo secretário municipal de Administração, Antônio Ernânio Ferreira Lima, e pela prefeita de Ipixuna, Paula Augusta Monteiro de Oliveira (PSDB).

Veja o contrato:

Segundo o extrato, o objeto prevê a aquisição de material escolar para atender às necessidades das secretarias municipais e demais órgãos da Prefeitura de Ipixuna. Entre os itens a serem adquiridos estão 20 mil unidades de caderno brochura capa flexível ao valor unitário de R$ 7,90; 20 mil unidades de caderno brochurão capa dura ao valor de R$ 10,10 cada; além de 2 mil caixas de caderno universitário capa dura, 10 matérias, 200 folhas, da marca Tilibra, ao valor de R$ 588,00 por caixa.

As empresas

De acordo com dados da Receita Federal, a H A de Aguiar LTDA foi fundada em 2004, possui CNPJ 07.039.988/0001-41, capital social de R$ 6 milhões e tem como sócio-administrador Humberto Abraão de Aguiar. A empresa está localizada no bairro Santo Antônio, em Manaus.

Embora tenha como atividade econômica principal o comércio varejista de materiais de construção em geral, a empresa possui pelo menos outras 70 atividades secundárias registradas, entre elas comércio varejista de artigos de papelaria, artigos de cama, mesa e banho, cosméticos, vestuário, calçados, além de transporte escolar, transporte rodoviário de cargas, serviços de engenharia, locação de automóveis e aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas.

Já a J. da C. Felipe da Silva, dos irmãos Felipe, tem R$ 360 mil de capital social e atua com o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, segundo a Receita Federal. Fundada em 2013, o empreendimento fica localizado no bairro da Várzea, em Ipixuna.

A empresa também tem diversas atividades secundárias, sendo a maioria voltada para o comércio vajerista (de construção, de móveis, de artigos de papelaria, de brinquedos, de carnes, de bebidas, etc.), além do transporte por navegação de carga e de passageiros. No site da Receita, não há informações sobre o quadro de sócios e administradores na base de dados do CNPJ.

Ipixuna

Atualmente, Ipixuna é administrado pela prefeita Paula Augusta (PSDB). Em 2024, Paula Augusta foi eleita com 68,9% dos votos válidos. A vice-prefeita da cidade é Rute Monteiro, do PL.

Em 2025, a gestão entrou na mira do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a efetivação de políticas públicas essenciais na Comunidade Bom Lugar, zona rural de Ipixuna

A decisão foi oficializada por uma portaria assinada eletronicamente pela promotora de Justiça Maria Cynara Rodrigues Cavalcante e publicada no Diário Oficial do órgão ministerial.

A medida foi motivada por denúncias feitas pelos próprios moradores, que relataram ao órgão dificuldades em áreas essenciais como fornecimento de água potável, acesso à energia elétrica, transporte escolar, atendimento de saúde e infraestrutura comunitária, incluindo a necessidade de construção de um trapiche.

Veja mais: Moradores denunciam abandono e MPAM instaura procedimento para fiscalizar serviços em Ipixuna

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Ipixuna e as empresas para solicitar posicionamento sobre os contratos e aguarda resposta. O espaço segue aberto para devidas manifestações.

Por: Bruno Pacheco
Ilustração: Ranyere Frota
Revisão Jurídica: Letícia Barbosa

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