A equipe jurídica do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, decidiu inicialmente buscar uma saída política para tentar reverter a aprovação da quebra de seu sigilo na CPMI, antes de adotar medidas no Judiciário. A estratégia é aguardar o desdobramento do recurso anunciado pela ministra Gleisi Hoffmann ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, na tentativa de sustar a medida. Caso a iniciativa não prospere, a tendência é que o caso seja levado ao Supremo Tribunal Federal.
O advogado Guilherme Suguimori, que assumiu formalmente a defesa em janeiro, protocolou petição direcionada ao relator do caso na Corte, ministro André Mendonça, solicitando acesso aos autos e manifestando disposição para prestar esclarecimentos. Antes disso, a interlocução vinha sendo feita de maneira informal por Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da escolha de Suguimori em razão de sua atuação técnica e perfil discreto, inclusive em etapas da Operação Lava Jato.
A formalização da defesa ocorreu após avaliações de que o nome de Lulinha vinha sendo citado com frequência no contexto das apurações, embora a Polícia Federal sustente que ele não figure oficialmente como investigado. A menção surgiu em uma fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro, que apura supostas fraudes no INSS e teve como alvo a empresária Roberta Luchsinger. Segundo a PF, mensagens analisadas indicariam o pagamento de R$ 300 mil mensais a uma empresa ligada a ela, com referência ao “filho do rapaz”, sem identificação nominal do suposto destinatário.
*Com informações da CNN
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