O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (26) que não há dúvidas sobre o resultado da votação que aprovou diversos requerimentos, entre eles o de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao comentar a sessão, Viana sustentou que o placar foi corretamente verificado. “Eu contei duas vezes e tinham sete parlamentares de pé e nem se fossem 14 o governo ganharia. As imagens que eu tenho são muito claras. A secretaria da mesa que me orientou em tudo, eu não faço nada da minha cabeça”, declarou a jornalistas.
A reunião foi suspensa após confusão no plenário, com troca de acusações, bate-boca e empurrões logo depois da aprovação do requerimento. Parlamentares da base governista afirmaram ter havido “manipulação” na contagem dos votos pela mesa diretora.
Viana rebateu as críticas e disse que a condução dos trabalhos seguiu as normas da Casa. “Tenho tranquilidade de que o regimento da Casa foi cumprido. […] Eu vou dar sequência nos requerimentos”, afirmou. “Estou à disposição da Casa. Agora, quem tem que provar que eu estou errado é quem está reclamando”, acrescentou.
Indagado sobre os próximos passos caso a decisão seja revertida, o senador mencionou a possibilidade de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente da comissão também informou que deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Eu estou com a consciência tranquila de que cumpri meu papel com o Brasil”, concluiu Viana.
*Com informações da CNN
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