Requerimento propõe convocação de David Almeida após prisão de ex-chefe de gabinete

Caso seja aprovado em plenário, o prefeito ficará obrigado a comparecer ao Legislativo municipal

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O vereador Rodrigo Guedes protocolou, nesta quarta-feira (25), requerimento na Câmara Municipal de Manaus para convocar o prefeito David Almeida (Avante) a prestar esclarecimentos sobre a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas. O requerimento ainda será apreciado pelos vereadores.

O pedido ocorre após a prisão da ex-chefe de gabinete do prefeito, Anabela Cardoso, no âmbito da investigação. Durante pronunciamento em plenário, Guedes afirmou que a convocação é “mais do que necessária”, sobretudo diante das declarações públicas do prefeito questionando a atuação de instituições como a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Amazonas.

No discurso, Rodrigo Guedes relembrou a trajetória de Anabela na administração pública e sua relação política com David Almeida desde o período em que o atual prefeito exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Segundo ele, a servidora ocupou diferentes cargos ao longo dos anos e ainda permanece nomeada na estrutura municipal.

“A convocação do prefeito David Almeida para depor aqui na Câmara Municipal de Manaus é mais do que necessária”, reforçou.

Caso seja aprovado em plenário, o prefeito ficará obrigado a comparecer ao Legislativo municipal para prestar esclarecimentos sobre os desdobramentos da operação e o possível envolvimento de integrantes da gestão.

O que diz a Prefeitura?

A Prefeitura de Manaus nega qualquer envolvimento na operação realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Segundo o posicionamento oficial, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da investigação.

Na nota, a administração municipal afirma que “é inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas artificiais e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade”. O texto acrescenta que a exploração de investigações que não envolvem a gestão municipal seria uma tentativa de desinformação.

A Prefeitura também afirmou que qualquer servidor eventualmente investigado deverá responder individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública. “Manaus não pode ser refém de ataques especulativos nem de tentativas de desinformação. A verdade prevalece nos fatos, não nas insinuações”, conclui a nota.

Leia mais: Magistrados do AM defendem decisões na Operação Erga Omnes após falas de David Almeida

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