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terça-feira, fevereiro 24, 2026

UEA obtém credenciamento nacional para atuar em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em TICs

Habilitação concedida por comitê do MCTI amplia parcerias, fortalece captação de recursos e projeta a universidade no cenário nacional de tecnologia

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) recebeu credenciamento oficial do Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que a habilita a desenvolver atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), conforme previsto na Lei de Informática.

Imagem: Reprodução

Com a resolução, a universidade passa a integrar formalmente o rol de instituições aptas a executar projetos de alta complexidade tecnológica no âmbito nacional, ampliando sua inserção no sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.

O reitor da UEA, professor André Zogahib, destacou o impacto institucional da conquista. Segundo ele, o credenciamento reafirma o compromisso da universidade com a excelência acadêmica e com a inovação como ferramenta de transformação social e desenvolvimento regional. “Estamos fortalecendo a presença da UEA no cenário nacional de ciência, tecnologia e inovação, contribuindo de forma estratégica para o futuro da Amazônia e do Brasil”, afirmou.

Para o diretor da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agin), professor Alcian Pereira de Souza, a habilitação representa um avanço estrutural. Ele avalia que o reconhecimento pelo Cati amplia o alcance das ações da universidade, que passa a atuar não apenas no contexto regional, mas também em projetos com abrangência nacional.

“O credenciamento posiciona a UEA como instituição com capacidade reconhecida para conduzir projetos tecnológicos de maior complexidade, em sintonia com o planejamento estratégico da Reitoria”, ressaltou.

Ampliação de parcerias e recursos

A nova condição institucional também abre espaço para a expansão de parcerias com empresas e centros de pesquisa de todo o país, além de diversificar as fontes de financiamento para projetos em TICs.

De acordo com o diretor da Agin, o diferencial está na possibilidade de integrar mecanismos distintos de incentivo à inovação. A universidade poderá, por exemplo, executar projetos que combinem recursos da Lei de Informática com incentivos previstos na chamada Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), aumentando a competitividade na captação de investimentos para pesquisa aplicada.

A expectativa é de que o credenciamento contribua para fortalecer o ecossistema de inovação na região amazônica, atraindo novos projetos e ampliando a presença de empresas interessadas em desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a instituição.

Impactos acadêmicos

A habilitação também deve gerar reflexos diretos na comunidade acadêmica, especialmente no fortalecimento das redes de cooperação científica e tecnológica. A Escola Superior de Tecnologia (EST), uma das unidades estratégicas da UEA, tende a ampliar sua atuação em projetos interinstitucionais de PD&I.

Com isso, a universidade busca intensificar a geração de patentes e outros ativos tecnológicos, consolidando-se como polo de inovação na Amazônia com projeção nacional.

Ao integrar de forma mais robusta o sistema nacional de inovação, a UEA amplia seu papel como agente estratégico no desenvolvimento sustentável, associando produção científica, transferência de tecnologia e impacto socioeconômico para a região.

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