A arrecadação federal alcançou R$ 325,7 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, com crescimento real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, descontada a inflação. Segundo a Receita Federal do Brasil, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento da atividade econômica e mudanças recentes na legislação tributária.
Entre os destaques, a arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) somou R$ 8 bilhões, com alta real de 49,05% sobre o mesmo mês de 2025, reflexo das alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital teve crescimento de 32,56%, totalizando R$ 14,68 bilhões, influenciado por aplicações em renda fixa e tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). A recente elevação da alíquota da JCP, de 15% para 17,5%, começará a impactar a arrecadação a partir de abril.
A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 63,45 bilhões, aumento real de 5,48%, impulsionada pelo crescimento de 3,49% na massa salarial e alta de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional.
Receitas da Cofins e do PIS somaram R$ 56 bilhões, com expansão real de 4,35%, refletindo aumento no volume de vendas do comércio e serviços.
A tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 1,5 bilhão, contra R$ 55 milhões em janeiro de 2025, crescimento de 2.642%, resultado da regulamentação e ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.
Em sentido contrário, tributos ligados à importação, como IPI e Imposto de Importação, registraram queda real de 14,74%, devido à redução do volume de importações em dólar e à desvalorização cambial.
O desempenho reforça o caixa do governo no início do ano e contribui para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, com limite de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo resultado primário zero até R$ 68,6 bilhões.


