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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

“Vai continuar trabalhando comigo”, diz David Almeida sobre servidora citada em investigação

Após operação da PC-AM, David Almeida rebate suspeitas e garante legalidade de movimentações

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Em meio aos desdobramentos da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, o prefeito de Manaus, David Almeida, reforçou publicamente, nesta segunda-feira (23), que não há qualquer envolvimento da Prefeitura na investigação e saiu em defesa da servidora citada no inquérito, Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus.

Questionado sobre informações de que a servidora municipal teria movimentado aproximadamente R$ 1,3 milhão no período investigado, com valores considerados incompatíveis com o salário, o prefeito afirmou que os dados apresentados “são verídicos”, mas contestou a interpretação feita a partir deles.

Segundo David Almeida, a movimentação financeira da servidora estaria dentro da legalidade e seria compatível com a soma de suas rendas. O prefeito detalhou que ela é viúva de um ex-deputado e recebe pensão, é investigadora da Polícia Civil e também servidora municipal.

O chefe do Executivo municipal declarou ainda que a servidora permanece em sua confiança e continuará trabalhando na administração. “Ela é da minha confiança, é inocente e vai continuar trabalhando comigo”, disse.

Sobre a informação de que parte dos pagamentos investigados teria sido feita em espécie e direcionada a uma agência de turismo, o prefeito declarou que parte dos recursos mencionados seriam de sua própria renda, devidamente declarada no Imposto de Renda.

Ele também comentou a possibilidade de auxílio na defesa jurídica da servidora. Embora tenha afirmado que ela possui familiares advogados e assessoria própria, declarou que, se necessário, ajudará. “Se ela precisar dessa ajuda, nós vamos ajudar sim”, afirmou.

A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo a polícia, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, com atuação interestadual, uso de empresas de fachada e possível infiltração de agentes públicos.

Em nota, a Prefeitura de Manaus já havia negado envolvimento com a operação, afirmando que “é inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas artificiais e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade”.

Leia mais: “Não vou me acovardar”, declara David Almeida ao confirmar pré-candidatura ao Governo

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