A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (4) uma nova solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a conversão da prisão em regime domiciliar. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e se baseia, segundo a defesa, no agravamento do estado de saúde do ex-mandatário.
Os advogados relatam que Bolsonaro tem apresentado episódios recentes de vômitos e crises severas de soluços, o que motivou a solicitação. No documento, a defesa requer que a Superintendência da Polícia Federal seja oficialmente acionada para enviar, com urgência, um laudo pericial atualizado sobre as condições clínicas do ex-presidente. O objetivo é subsidiar tecnicamente o pleito por prisão domiciliar, sob alegação de razões humanitárias.
Atualmente, Bolsonaro está custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, para onde foi transferido em 15 de janeiro por determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes. Antes da mudança, ele permanecia detido nas dependências da Polícia Federal.
O local abriga tanto áreas destinadas a policiais militares em atividade quanto espaços reservados à custódia de presos, tradicionalmente integrantes das forças de segurança. Segundo a Polícia Militar do DF, os alojamentos passaram por reformas em junho de 2025, viabilizadas por uma emenda parlamentar de R$ 500 mil, enquanto as instalações destinadas aos detentos não recebem intervenções desde 2020.
A análise do pedido agora cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que deverá avaliar os argumentos apresentados e a documentação médica antes de decidir sobre uma eventual alteração no regime de custódia do ex-presidente.
*Com informações do Metrópoles
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