Nos bastidores da política nacional, o nome da ministra do Meio Ambiente (MMA), Marina Silva (Rede Sustentabilidade), vem sendo ventilado como possível candidata à Presidência da República nas eleições de 2026. Há quem diga ainda que a mesma possa se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o cientista político Helso Ribeiro, as duas notícias ainda são meras “especulações”, haja vista que ainda estamos em janeiro e, por Marina ocupar um cargo público, ela precisará se descompatibilizar da função para concorrer ao pleito, seis meses antes do dia 4 de outubro.
“Temos que aguardar até o final de março, que é o prazo para a descompatibilização de pessoas que ocupam cargo no Executivo. Eu lembro que, em três ocasiões, ela [Marina] foi candidata à Presidência, e nas três vezes concorreu contra candidatos apresentados pelo PT. Inclusive, em 2014, quando a Dilma Rousseff (PT) foi eleita, concorrendo no segundo turno com o Aécio Neves, Marina apoiou o Aécio”, destacou o cientista.
Outro destaque que Helso Ribeiro fez é que a ministra tem uma figura muito ligada a partidos que defendem pautas ambientais, já concorreu contra o PT em outras eleições e que não há espaço para Marina Silva na Federação PT/PV. Segundo ele, é necessário aguardar as convenções partidárias, pois, até então, tudo não passa de especulações do game político.
“Pode ser que ela concorra. A figura dela é muito vinculada a partidos que defendem a questão ambiental. O PV está na Federação do PT e não haveria espaço para ela. A gente vai ter que aguardar primeiro esse tempo, final de março e começo de abril. Se ela permanecer no Ministério, é sinal de que não vai ser candidata, mas, se ela sair — e aí é uma especulação —, ela poderá ser candidata ou não. Só vai ser definido, de fato, se haverá candidatura nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, é muita especulação”, disse o especialista.
Procuramos ouvir a assessoria da ministra Marina Silva a respeito das especulações de candidatura ao cargo majoritário nacional; no entanto, os contatos feitos pela redação já não pertenciam mais aos assessores da ministra do Meio Ambiente. Porém, o espaço segue aberto para esclarecimentos.
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