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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Após operação da PF, Castro exonera presidente do Rioprevidência

Além de Antunes, a PF também cumpriu mandados nas casas de Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos, e de Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor interino de Investimentos

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), após Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar supostas irregularidades nos investimentos do fundo.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 23 de janeiro de 2026, no mesmo dia que a operação foi realizada. A exoneração ocorreu após Antunes anunciar sua renúncia e se tornar alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência, na quinta-feira passada.

De acordo com a PF, a operação tem o objetivo de apurar suspeitas de operações financeiras irregulares que teriam exposto o patrimônio da autarquia — responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais — a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade.

Além de Antunes, a PF também cumpriu mandados nas casas de Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos, e de Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor interino de Investimentos, onde foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos para perícia.

Investigações e possíveis irregularidades

A Operação Barco de Papel investiga nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que totalizam cerca de R$ 970 milhões aplicados em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master — instituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central do Brasil.

Segundo a PF, os recursos podem ter sido aplicados de forma irregular e incompatível com o perfil de um fundo previdenciário, expondo o patrimônio de mais de 235 mil servidores públicos inativos e pensionistas a riscos elevados. Estão sob apuração potenciais crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução ao erro de repartição pública, fraude à fiscalização e ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

O Rioprevidência, por meio de nota, negou irregularidades e afirmou que os pagamentos de aposentados e pensionistas “ocorrem normalmente”, além de destacar que os investimentos estavam dentro das normas legais e que medidas estão sendo adotadas para preservar o patrimônio.

Contexto do Banco Master

O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, enfrenta investigação por sérios problemas de liquidez e irregularidades operacionais, que culminaram na sua liquidação pelo Banco Central em novembro último. Os papéis em que a Rioprevidência investiu não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que agrava a exposição do fundo previdenciário e levanta preocupações sobre possíveis perdas financeiras.

*Com informações Agência Brasil

Leia mais: PF investiga fraudes bilionárias no Banco Master; prejuízo pode chegar a R$ 11,5 bilhões

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