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sexta-feira, janeiro 23, 2026

STF vive racha interno após Fachin se posicionar sobre decisões do Banco Master

Nota de Fachin sobre Toffoli desagrada parte do STF e é vista como “em cima do muro”

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O Supremo Tribunal Federal viveu divergências internas após a primeira manifestação pública do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, sobre o desgaste provocado por decisões controversas do ministro Dias Toffoli no caso Master.

Diante da crise, Fachin decidiu interromper o período de férias, antecipou o retorno a Brasília e passou a se reunir com colegas para conter o mal-estar no tribunal. A pessoas próximas, o presidente do STF afirmou que o cenário atual “exige” sua presença física na capital federal.

As articulações resultaram na nota divulgada na noite desta quinta-feira (22). Antes da publicação, o conteúdo foi debatido com alguns ministros, entre eles o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes. Moraes integra o grupo que tem respaldado a condução do inquérito por Toffoli, ala que também conta com o ministro Gilmar Mendes, o decano do STF.

Outros integrantes do tribunal, no entanto, relataram à CNN que só tiveram conhecimento da nota após sua divulgação oficial pela Secretaria de Comunicação Social do Supremo.

A manifestação de Fachin gerou leituras distintas entre os ministros. Um grupo avaliou o texto como “adequado e equilibrado”, por apresentar uma defesa institucional da atuação de Toffoli à frente da investigação.

Já outra ala considerou que o posicionamento “carece de clareza” e que, ao tentar dialogar simultaneamente com o Banco Central, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, Toffoli e críticos internos, o presidente da Corte acabou adotando uma postura excessivamente cautelosa, sem assumir posição firme.

A nota foi divulgada após ministros apontarem a necessidade de uma reação institucional do Judiciário frente às reportagens críticas envolvendo Toffoli. Segundo relatos, o próprio ministro teria demonstrado incômodo com os ataques públicos dirigidos ao STF nos últimos dias, o que contribuiu para a iniciativa de Fachin.

A avaliação predominante é que, mesmo sem consenso, o momento exigia uma defesa da instituição, deixando eventuais correções de conduta para um debate posterior.

Ainda assim, a manifestação não satisfez assessores e magistrados que defendem uma aplicação mais rigorosa do código de ética da Corte. Para esse grupo, faltou autocrítica e reconhecimento de que mudanças de postura seriam necessárias para reforçar a credibilidade do Supremo perante a sociedade.

*Com informações da CNN

Leia mais: Mulher de ministro do STF representa Banco Master em caso enviado ao Supremo

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