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sexta-feira, janeiro 23, 2026

PT vai à AGU contra Flávio Bolsonaro por ‘vídeo descontextualizado’ de fala de Lula

Lindbergh denuncia à AGU edição de vídeo de Lula feita por Flávio Bolsonaro

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O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), apresentou uma representação à Advocacia-Geral da União (AGU) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa foi motivada pela divulgação, nas redes sociais, de um vídeo editado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, divulgada de forma descontextualizada, Lula aparece afirmando que “pobre não nasceu para estudar, pobre nasceu para trabalhar”. Ao comentar o trecho, Flávio Bolsonaro criticou o presidente, dizendo que ele “não está batendo bem da cabeça” e que “o pobre quer que o filho prospere”.

Segundo Lindbergh, o conteúdo publicado pelo senador distorce deliberadamente o discurso presidencial. No documento encaminhado à AGU, o parlamentar afirma que houve supressão de trechos, reorganização de frases e reconstrução artificial da fala, com o objetivo de atribuir ao presidente uma posição oposta à que ele efetivamente defende. Para o petista, trata-se de um caso típico de desinformação audiovisual.

A declaração original de Lula foi feita durante evento na Casa da Moeda, em cerimônia que marcou os 90 anos do salário-mínimo. Na ocasião, o presidente abordava a importância de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior.

Ao contextualizar o tema, Lula mencionou o atraso histórico do Brasil na criação de universidades, lembrando que a primeira instituição federal de ensino superior só foi inaugurada em 1920, mais de quatro séculos após o descobrimento do país.

No ofício, Lindbergh também criticou Flávio Bolsonaro por associar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por suspeita de participação em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

O senador afirmou que Fábio Luís receberia R$ 300 mil mensais em propina, alegação que, segundo o deputado, não possui respaldo em investigações formais. O filho do presidente não é alvo de inquérito da Polícia Federal, embora a corporação analise menções ao seu nome para avaliar se há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração específica.

*Com informações da CNN

Leia mais: Flávio tenta estancar ruídos após adiamento de visita de Tarcísio a Bolsonaro

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