O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou em entrevista de TV do Estado, que não será candidato ao Senado nas eleições de 2026 e permanecerá no governo até o final do mandato. A declaração foi feita na semana passada e surpreendeu parte do meio político, pois pesquisas recentes indicavam seu nome entre possíveis concorrentes ao Senado.
Rocha citou um episódio de “traição” política como causa central de sua decisão — termo utilizado em referência ao seu vice-governador Sérgio Gonçalves. Segundo o governador, não considera viável entregar o Executivo a alguém em quem não confia, apesar de não ter detalhado o que motivou a acusação. Essa quebra de confiança, conforme ele mesmo declarou, foi determinante para abrir mão de uma possível candidatura.
“A vida tem dessas coisas, a gente tem que tomar decisões, às vezes, decisões que são difíceis. É claro, pode ser que volte atrás? Se for da vontade de Deus, sim, mas é aquilo que eu falei, é muito difícil eu querer entregar o governo do Estado de Rondônia nas mãos de alguém que me traiu. Nas mãos de alguém que, se traiu a mim, que estendi a mão, vai trair a população também. Eu acho que, quando eu tomo uma decisão, é muito difícil voltar atrás”, afirmou Rocha.
A decisão chega num momento em que já se antecipam articulações partidárias e pedidos de apoio — não apenas para a sucessão no Palácio Rio Madeira, mas também para vagas no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. O anúncio pode alterar o cenário eleitoral local e intensifica a busca de nomes que possam contar com o respaldo político de Rocha.
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