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terça-feira, janeiro 20, 2026

Planalto avalia possíveis desgastes com ida de Lula à Sapucaí em ano eleitoral

Homenagem no carnaval reacende discussão estratégica sobre agenda de Lula

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A eventual presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí para acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que levará à avenida um enredo em sua homenagem neste carnaval, tem gerado divergências dentro do próprio governo. A informação foi apurada pelo analista de Política Pedro Venceslau, no programa CNN 360º.

Recém-promovida ao grupo especial, a Acadêmicos de Niterói será responsável por abrir os desfiles do dia 15 de fevereiro. Com o enredo “Do alto do Mulungo surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação pretende celebrar a trajetória pessoal e política do presidente, o que, para parte dos aliados, pode render visibilidade positiva em um ano eleitoral.

Há, no entanto, preocupação entre integrantes do Planalto quanto aos riscos da exposição. Um dos receios é a possibilidade de a escola não se manter na elite do carnaval carioca. Uma eventual queda para o grupo de acesso poderia alimentar a narrativa de “má sorte”, avaliação considerada indesejável por estrategistas políticos do presidente.

Em sentido oposto, aliados que defendem a ida de Lula ao sambódromo avaliam que o desfile pode ser explorado como ativo político. O fato de a apresentação ser inteiramente construída para exaltá-lo, em meio ao debate sobre reeleição, ampliaria o alcance midiático e o impacto simbólico da homenagem.

A participação de chefes do Executivo federal na Sapucaí, por sua vez, não é inédita. Presidentes da República já marcaram presença em outras edições do carnaval carioca. Durante seu mandato, por exemplo, a ex-presidente Dilma Rousseff acompanhou os desfiles em diversas ocasiões.

Até o momento, não há definição oficial sobre a agenda presidencial. Caso Lula decida comparecer, a programação prevê que a comitiva siga do Rio de Janeiro diretamente para compromissos internacionais na Índia e na Coreia do Sul, previstos para após o Carnaval.

O tema segue em análise nos bastidores do governo, envolvendo a equipe de comunicação e o núcleo político do Planalto, incluindo o marqueteiro Sidônio Palmeira.

*Com informações da CNN

Leia mais: Nova baixa no governo Lula: Camilo Santana diz que deixará Ministério da Educação

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