O senador Omar Aziz (PSD-AM), pré-candidato ao Governo do Amazonas, voltou a se posicionar contra a escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o formato atual já não atende à realidade dos trabalhadores brasileiros, que estariam física e psicologicamente esgotados.
Ao compartilhar um trecho de entrevista, Omar destacou que trabalhar não pode significar adoecer ou abrir mão da convivência familiar. Para ele, a jornada excessiva compromete a qualidade de vida e precisa ser revista com urgência.
“Trabalhar não pode significar adoecer, se afastar da família ou viver apenas para cumprir uma rotina exaustiva. A realidade de milhares de trabalhadores mostra que o modelo atual já não acompanha a vida como ela é. Estudos mostram que menos exaustão significa mais produtividade, mais equilíbrio e mais tempo para viver. Defender jornadas mais humanas é defender saúde, dignidade e qualidade de vida”, escreveu o senador.
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Durante a entrevista, Omar Aziz foi ainda mais direto ao criticar a escala 6×1 e exemplificou a rotina enfrentada por muitos trabalhadores, especialmente nos grandes centros urbanos.
“Nós vamos acabar com a escala 6×1. Não tem mais condições de trabalhar 6×1. Trabalhar a quantidade de horas que as pessoas trabalham por semana… as pessoas psicologicamente, fisicamente, estão exauridas. Você imagina um cara que demora 1h30 pra chegar no trabalho e leva mais 2h30 pra chegar em casa, ele passa mais de 15h fora de casa. E quando chega no final de semana, o cara está exausto. Já está comprovado cientificamente que, se você reduz a carga horária do trabalhador, ele vai produzir mais”, afirmou.
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A defesa de jornadas mais flexíveis e humanizadas tem sido uma das bandeiras recentes do senador, que busca ampliar o debate sobre saúde mental, produtividade e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, temas que ganham cada vez mais espaço no cenário político e social brasileiro.
Entenda
As discussões sobre o fim da escala 6×1 ganharam novos contornos no final do ano passado, quando, antes do recesso parlamentar, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, de forma simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, que prevê o fim da jornada de seis dias trabalhados e um de folga.
A medida prevê a redução da jornada para 40 horas semanais, divididas em até cinco dias, com dois dias de descanso semanal. A partir do segundo ano, o texto também prevê redução gradual de uma hora por ano até que a jornada atinja 36 horas semanais.


